Luis Crem, presidente do Sintelmark

Sintelmark realiza mutirão de emprego para jovem aprendiz

Mutirão presencial para jovens a partir dos 16 anos será realizado no “Instituto Ser Mãe Solo”

O Sindicato Paulista das Empresas de Contact Center realizará, no próximo dia 23, um mutirão presencial de emprego para jovens a partir dos 16 anos no “Instituto Ser Mãe Solo”. O mutirão será realizado de forma presencial no Instituto Ser Mãe Solo, na Rua Joviniano de Oliveira 776, Vila Itaberaba, Brasilândia, em São Paulo (SP), para contratação do jovem aprendiz. São 300 vagas para as empresas das regiões da Barra Funda, Centro, Lapa e proximidades. A jornada é de meio período – 6 horas diárias – e inclui estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio. Importante: não precisa de experiência. Jovens interessados deverão comparecer com documentos e currículo para seleção.

Segundo Luis Crem, presidente do Sintelmark, “o setor de telesserviços se diferencia por oferecer contratação direta, formação prática e geração imediata de renda — um modelo que especialistas apontam como mais eficaz do que iniciativas exclusivamente formativas. O setor já cumpre, na prática, uma função que muitas políticas públicas ainda tentam estruturar. O contact center é hoje um dos maiores programas de inclusão produtiva do país. Formamos, empregamos e desenvolvemos milhares de jovens todos os anos, com experiência real de trabalho e evolução de carreira”.

O objetivo de estruturar o mutirão no Instituto Ser Mãe Solo é justamente oferecer oportunidade para filhos de mães solo conseguirem emprego para custear seus próprios estudos e ajudar na renda familiar. Dados do IBGE indicam que cerca de 13,4% dos lares brasileiros são chefiados por mães solo, o que equivale a 7,8 milhões de famílias. proporção que pode ultrapassar 20% em grandes centros urbanos e periferias como as de São Paulo, refletindo uma realidade marcada por desigualdade social, informalidade no trabalho e ausência paterna.

Modernização do Jovem Aprendiz

O setor de contact center se consolida como uma das principais portas de entrada para o primeiro emprego formal no Brasil — e os dados mais recentes reforçam esse protagonismo. Segundo o Censo Sintelmark – Sindicato Paulista das Empresas de Contact Center 2024, 60,3% da força de trabalho do setor é composta por jovens da geração Z, evidenciando o papel estrutural do segmento na inclusão produtiva.

Esse cenário dialoga com estatísticas nacionais que mostram o tamanho do desafio: de acordo com o IBGE, a taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos historicamente é mais que o dobro da média geral do país, girando em torno de 14% a 18% nos últimos levantamentos. Já dados do Caged indicam que jovens seguem sendo maioria entre os novos vínculos formais, mas ainda enfrentam alta rotatividade e dificuldade de permanência.

O diferencial do setor está na integração entre capacitação e empregabilidade imediata. Empresas mantêm programas contínuos de treinamento que incluem habilidades técnicas e competências socioemocionais — como comunicação, disciplina, resolução de problemas e relacionamento com o cliente.

Além disso, há incentivo crescente à continuidade dos estudos, com parcerias com instituições de ensino e políticas internas que estimulam a conciliação entre trabalho e educação. Para muitos jovens, trata-se não apenas do primeiro emprego, mas da possibilidade concreta de financiar sua formação acadêmica.

Jovem Aprendiz: avanço necessário com atualização urgente

O debate sobre inclusão produtiva também passa pela ampliação e modernização do programa Jovem Aprendiz, previsto na Lei da Aprendizagem. Atualmente, a legislação determina cotas de contratação de aprendizes para empresas de médio e grande porte, sendo reconhecida como uma das principais políticas públicas de inserção juvenil no mercado de trabalho.

Nos últimos anos, o programa vem sendo ampliado e discutido em diferentes frentes — incluindo propostas de flexibilização de carga horária, atualização de trilhas formativas e maior aderência às demandas digitais. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o Brasil possui cerca de 500 mil jovens aprendizes ativos, número ainda abaixo do potencial estimado de vagas.

Para o presidente do Sintelmark, o desafio agora é evoluir o modelo para reconhecer setores que já possuem alta capacidade de absorção e formação de jovens. “O modelo atual foi desenhado para estimular a inclusão onde ela não acontece naturalmente. No nosso caso, essa inclusão já é uma realidade consolidada. É preciso modernizar a política para equilibrar o sistema e ampliar ainda mais o impacto social”.

Serviço 

Mutirão Jovem Aprendiz

Dia 23 de abril, das 9h às 16h

No Instituto Ser Mãe Solo – Rua Joviniano de Oliveira 776, Vila Itaberaba/ Brasilândia – São Paulo/SP

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