A nova forma como os brasileiros lidam com o dinheiro

Pesquisa do Itaú mostra quase metade dos entrevistados se enquadram entre os motivados a pensar mais nas finanças

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Luciana Nicola, diretora de relações institucionais, sustentabilidade e empreendedorismo do Itaú Unibanco
Luciana Nicola, diretora de relações institucionais, sustentabilidade e empreendedorismo do Itaú Unibanco

Em função das circunstâncias impostas pela pandemia, 86% dos brasileiros afirmam que mudaram sua relação com o dinheiro, ao perceberem a importância de se organizar e, principalmente, de guardar recursos financeiros. A constatação faz parte da segunda edição da pesquisa “Dinheiro Tabu”, feita pelo Itaú Unibanco através da consultoria Box1824. A primeira edição, realizada em 2017, abordou a relação emocional dos brasileiros com o dinheiro. Já a edição de 2021 traz uma perspectiva dos principais impactos da pandemia sobre essa relação. O estudo foi feito com as respostas de 2 mil pessoas em todo o país, além de grupos focais com especialistas em finanças.

A onda crescente de influenciadores digitais e conteúdos sobre educação financeira disponíveis na internet resultou em 52% dos entrevistados afirmando que buscam mais informações com temática financeira no dia a dia. A satisfação dos brasileiros quanto a sua maneira de lidar com o próprio dinheiro aumentou desde 2017: de 6,4 para 7,1, em uma escala de 0 a 10. E o que era motivo de preocupação se tornou motivo de conversa, e 7 em cada 10 pessoas se acostumaram a falar sobre dinheiro com pessoas próximas. Na pesquisa anterior, de 2017, 46% dos entrevistados afirmaram que preferiam nem olhar para o próprio dinheiro por acharem “estar fazendo algo errado”.

Dos alienados aos habilidosos
A pesquisa ainda identificou quatro tipos de perfis, que sinalizam diferentes estágios da jornada de consciência do brasileiro com as finanças: os alienados (5%) são os que ignoram e negam o dinheiro; os incomodados (28%) lutam contra o dinheiro; os motivados (48%) buscam lidar melhor com o dinheiro; e os plenos (19%) têm habilidade com o dinheiro.

“Um dos dez compromissos de impacto positivo do Itaú Unibanco é o de cidadania financeira, que visa fornecer subsídios para expandir o acesso aos serviços financeiros e oferecer ferramentas e conteúdo que apoiem decisões financeiras mais saudáveis. A importância do estudo Dinheiro Tabu está no direcionamento de como as pessoas estão buscando melhorar suas relações com o dinheiro e como as instituições financeiras podem ser parceiras nesse processo de conscientização”, explica a diretora de relações institucionais, sustentabilidade e empreendedorismo do Itaú Unibanco, Luciana Nicola. Ela considera ser “primordial apoiar o cliente a tomar decisões financeiras equilibradas e conquistar seus objetivos pessoais, indo além de ofertar o produto correto. Exemplo disso foi o Programa Travessia, lançado em abril de 2020 para o enfrentamento do impacto da pandemia para os clientes, que alongou o prazo de pagamento para mais de R﹩ 40 bilhões em dívidas e concedeu R﹩ 10 bilhões em crédito novo desde o seu lançamento”.