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São Paulo, Brasil - 27 de fevereiro de 2024, 10:06

As disrupções nos scores de crédito com impacto para o cliente

Victor Marques, Giresse (Giro) Contini, Murilo Silvério e Lucas Guedes

Executivos de Serasa, Boa Vista, Creditas e Omni refletem sobre as transformações do mercado e o futuro das políticas de crédito

A política de crédito, há muito tempo, deixou de resumir ao frio e equidistante “sim ou não”. Tudo graças à tecnologia que se sofistica para captura e modelagem de dados, à multiplicidade de scores definindo o perfil de clientes e aos avanços regulatórios, como o open finance e o compartilhamento de dados. Atualmente, diante das milhares de variáveis que entram na composição do score e levando em conta o Cadastro Positivo, ampliaram-se as possibilidades de avançar na oferta de soluções de crédito para os clientes. Debatendo o futuro desse setor que, aparentemente, se apresenta hoje com uma elevação da procura de crédito e diminuição da inadimplência, Giresse (Giro) Contini, diretor de consumer market da Serasa, Victor Hugo Marques, diretor de data science & credit strategy da Creditas, Murilo Silvério, diretor de clientes, produtos e inteligência de negócios na Omni, e Lucas Guedes, vice-presidente de negócios da Boa Vista, participaram, hoje (01), da 825ª edição da Série Lives – Entrevista ClienteSA.

Responsável por orientar os consumidores sobre score de créditos no aplicativo e no site da Serasa, Giro iniciou a troca de reflexões contando um pouco da história do surgimento, há sete anos, dessa forma de construir e divulgar o potencial – positivo ou negativo – de crédito das pessoas. Para ele, uma etapa importante de evolução foi o surgimento do Cadastro Positivo, algo que deixa de espelhar o momento pelo qual a pessoa se encontra, levando em conta seu histórico financeiro ao longo do tempo. A tendência, daqui em diante, na sua avaliação, é que essa conscientização geral sobre o score de crédito gere nas organizações um planejamento dos próximos passos em favor dos consumidores. O compartilhamento de dados possibilitado pelo open finance é algo que surge como motor desse novo movimento, permitindo que as organizações possam realizar uma modelagem de score cada vez mais refinada, não só na área de bancos, mas também em outros segmentos.

Enquanto Lucas entende que essa régua não visa apenas a importante decisão de aprovar ou não as solicitações, mas também direcionar a cultura de experiência dos clientes. “Com os diferentes scores com os quais trabalhamos, podemos aprimorar a análise do que deve ser oferecido. Em total concordância com o que afirmou o Giro sobre o Cadastro Positivo, eu também entendo que esse foi um passo decisivo para que possamos nos destacar em competitividade, em um mercado que cresceu e se diversificou bastante.” Na sua concepção, a instituição pode, agora, ir muito além do simples “aprova ou nega” e tem mais flexibilidade para verificar as reais necessidades dos clientes, sejam pessoas físicas ou jurídicas, não apenas em todo o ciclo de crédito como também na política de cobrança de forma bem mais racional.

Já Murilo afirmou que hoje há uma riqueza de informações que tornam mais robusta e eficaz a análise de crédito. Exemplificou com as mais de 1,2 mil variáveis utilizadas por suas equipes para a construção de scores e tomadas de decisões. “Com a utilização de inteligência artificial e machine learning, por exemplo, tudo vai possibilitando avanços e agilidade, mas impondo a nós mesmos um alto nível de governança. Isso não apenas no que tange às obrigações regulatórias, mas na própria gestão do aparato tecnológico, para manter tudo sob controle, por meio do fator humano” Ele destacou o quanto isso pode ser crucial, juntamente com a mitigação dos riscos, na redução de atritos ao longo da experiência dos clientes.

Com a Creditas oferecendo empréstimos sob a garantia de imóveis e veículos, Vitor esclareceu que o risco não está no tomador do crédito, mas naquilo que foi garantido. Dessa forma, o esforço da organização foi, ao longo dos anos, se servir das melhores estratégias e dinâmicas dos players do mercado de crédito para uma forte política de customização da experiência. “No nosso segmento, de home equity, é muito mais importante que, nessa customização, tenhamos condições de avaliar muito mais o bem colocado em garantia do que o score de crédito do cliente. Ou seja, os dados que atuam na nossa modelagem são as condições, características e contextos em que se situam o imóvel ou o veículo oferecido em garantia.” Segundo afirmou, essa modalidade permite à empresa alcançar pessoas que estariam “invisíveis” no radar das pontuações em geral. Lembrou também que isso possibilita taxas menores, em um movimento análogo ao dos empréstimos consignados, cujas parcelas já são descontadas diretamente na remuneração dos aposentados ou de funcionários em atividade.

Durante a live, houve tempo ainda para os executivos responderem questões da audiência, abordando temas como a crescente customização dos scores do crédito, a importância da transparência junto aos clientes sobre os dados que estão sendo analisados, a educação financeira, o nível de endividamento das famílias e os aspectos do futuro do setor, entre outros temas. O vídeo, na íntegra, está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 824 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já chega a 2,5 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever.

A Série Lives – Entrevista ClienteSA retornará na segunda-feira (04), com o Café da Manhã Live Híbrida – Especial de Final de Ano, que debaterá o tema “Tendências em CX: O que é preciso mapear para 2024?”, recebendo Carolina Ribas, da Basf, Diego Pagura, da Ipsos, Fabio Magalhães, do Banco BMG. Helene Romanzini, da Wise, Luiza Mattos, da Bain & Company e Paulo Henrique Campos, da TIM; na terça, será a vez de Luis Felipe Franco, CEO da Vendah; na quarta, João Lima, co-CEO da Voke, na quinta, Daniela Zylberkan, head de marketing do iFood Benefícios; e, encerrando a semana, o Sextou tratará do tema “Healthtechs: As brechas que viram oportunidades para as startups”, reunindo Rubem Ariano, fundador e CEO da Filóo Saúde, César Giannotti, COO & Partner da Mevo, Danielle Teixeira, líder de customer success da Alinea Health, e Gustavo Araújo, CIO e co-founder do Distrito.

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