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Até onde vai a hiperpersonalização da experiência do cliente?

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Ivan Cavilha, fundador e CEO da Yoface, e Rodrigo Stoqui, Chief Marketing & Strategy Officer da JustForYou

As pessoas já demonstram certo cansaço da experiência de compra pelo sistema impessoal, sendo sempre apenas mais um na carteira de clientes das empresas. Esse é um dos motivos para o crescimento do conceito da hiperpersonalização de produtos e serviços. Ao enxergar cada cliente como único, as organizações levam em conta não só os interesses e necessidades pessoais, mas também a visão de mundo, hoje fortemente voltada para questões sociais e de sustentabilidade, o que pressupõe encarar o negócio como uma missão e um propósito, trabalhando com dados em tempo real e tecnologias específicas para completar um olhar customer centric. Esses e muitos outros detalhes sobre a nova tendência em modelo de negócios foram debatidos, ontem (01), no 16º Bate-papo & Insights do canal ClienteSA Play, com a participação de Ivan Cavilha, fundador e CEO da Yoface, e Rodrigo Stoqui, Chief Marketing & Strategy Officer da JustForYou.

Ao apresentar a empresa que personaliza cosméticos para cabelos, o CMSO da JustForYou informou que ela foi concebida sobre três pilares. O primeiro deles se constituiu na percepção da tendência da hiperpersonalização da experiência que, internacionalmente, já é chamada também de micropersonalização. O segundo foi a busca pela completa centralidade no consumidor, lidando com ele diretamente em todos os pontos da cadeia. E, por último, a adoção de tecnologia de alta performance. Ao pesquisar o potencial do segmento de cosméticos, nas vertentes de “beleza verde”, bem-estar, higiene pessoal e beleza, percebeu-se que o Brasil é o quarto maior mercado do mundo, e segundo colocado quando o assunto é tratamento de cabelo, o chamado hair care.

Aprofundando-se em sondagens para embasar o conceito do negócio, os fundadores da JustForYou registraram que, em termos geracionais, as pessoas de 29 a 34 anos tendem a se queixar da falta de cosméticos que combinem com seu tom de pele específico. No âmbito dos millennials,  60% deles se manifestam insatisfeitos com a saúde e aparência dos próprios cabelos, enquanto 75%, além disso, buscam produtos de higiene pessoal de marcas que trabalhem dentro do conceito de sustentabilidade. Entre várias amostragens, surgiram também os dados de que 77% das consumidoras, já desde 2018, se dispõem até a pagar mais por produtos de beleza personalizados. “Com crise ou não, os números do mercado mostram que as pessoas estão sempre propensas a investir em beleza, pois isso é fundamental para a autoestima. No que se refere aos cabelos, mais do que cosméticos, estão à procura de tratamento capilar.” Ou seja, resumiu ele, tudo aponta na direção da hiperpersonalização, o que explica o fato de a JustForYou haver crescido 22 vezes de tamanho somente no ano passado, em plena pandemia.

Dando sequência ao bate-papo, o CEO da Youface apresentou um breve panorama do negócio. Trata-se da produção e comercialização direta ao consumidor final de óculos customizados por meio da manufatura aditiva, mais conhecida como impressão 3D. Com o uso de inteligência artificial, a imagem do rosto do cliente é capturada por meio de aplicativo no celular, possibilitando entregar um produto sob medida e em grande escala.  Para ele, o nome de ambas as marcas, Yoface e JustForYou, já traz o propósito que as fez nascer. Uma hiperpersonalização que acaba formando verdadeiras comunidades em torno das companhias. Na sua concepção, trata-se de um alinhamento de visão de mundo, levando a organização a construir relevância de forma permanente e deixando um legado em sua trajetória.

“Esse tipo de personalização vai além do produto em si, mas representa uma missão junto aos consumidores.”

Ivan ressaltou ainda que, desde a primeira concepção do negócio, a busca por um modelo sustentável foi um dos principais alicerces. Assim, a hiperpersonalização vai ao encontro da comunhão de pensamentos que seguem na direção de melhorar a vida no planeta. Atuando no segmento ótico, que fatura cerca de R$ 22 bilhões ao ano no país, o executivo diz tratar-se de um setor conservador, pulverizado e que passa por fortes mudanças. Segundo ele, a aceleração da transformação digital vem permitindo quebrar um antigo paradigma desse mercado que sempre foi a dificuldade da venda à distância, o que tende a mudar atraindo novas marcas e investidores, pois o mercado poderá ir ao encontro dos novos hábitos dos consumidores. “Uma verdadeira revolução no setor ótico mundial.”

Ao longo do encontro virtual, os empreendedores puderam dar detalhes sobre a construção da jornada com essa visão de hiperpersonalização, com muitos movimentos disruptivos visando sanar as dores dos consumidores em seus respectivos segmentos. Os cases apresentados e outros conceitos esmiuçados no bate-papo, entre muitas outras reflexões, podem ser conferidos no vídeo disponibilizado na íntegra no canal ClienteSA Play. Aproveite para se inscrever.

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