Foodservice teve crescimento em 2015

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Tupa Gomes, presidente da Martin Brower, passou o posto de comando do Instituto Foodservice Brasil, IFB, formado pelos líderes das principais empresas do mercado de Foodservice, para Alexandre Guerra, CEO do Giraffas. Tupa ainda fará parte do conselho do Instituto, que abrange um mercado que totaliza um valor estimado de R$ 60 bilhões de faturamento e emprega mais de 220 mil colaboradores.  Em termos de pontos de venda são mais de 9600, com projeção para 2016 de 10.700 estabelecimentos. Que atendem, hoje, cerca de 80 milhões de consumidores por mês.

Setor em números
Desde 2011, o setor vem passando por uma evolução, com crescimento médio anual acima de 9%, segundo o último Índice de Desempenho Foodservice, IDF, de janeiro. Produzido mensalmente pelo IFB, com análises da GS&MD – Gouvêa de Souza, o indicador apontou crescimento nominal de 6% (sobre o mesmo mês do ano anterior) no faturamento nominal de vendas dos operadores de restaurantes. Já no conceito de vendas mesmas lojas (estabelecimentos abertos há 13 meses, desconsiderando lojas fechadas ou em reforma), o resultado apurado foi de decrescimento nominal de 0,2% para o mês.
 
Em 2015, apenas dois meses tiveram crescimento acima de dois dígitos, sinalizando um momento de insegurança da economia brasileira. O que foi justificado pelos últimos indicadores macroeconômicos divulgados, que são os principais influenciadores para o baixo resultado do consumo e do varejo. Como o nível de desemprego, que ultrapassou os patamares do ano de 2010, de 6,7%, chegando a 6,9% em 2015. Bem como a contínua desaceleração da massa salarial, o encarecimento e restrição na concessão do crédito e o recorde de baixa na confiança do consumidor, que atingiu 75,2%, no mês de dezembro de 2015. O menor patamar desde o inicio da série em setembro de 2005.
Apesar de um crescimento menor nas vendas, os associados apontaram que o repasse da inflação em seus estabelecimentos foi abaixo que a inflação apurada pelo IPCA (IBGE). As empresas informaram que o aumento de preços foi de 9,6%, enquanto que o IPCA total de dezembro (acumulado de 12 meses) foi de 10,67%, já o IPCA de Alimentação no Domicílio foi de 12,92% e de Alimentação Fora do Lar foi de 10,37%.

Resultados trimestrais 
Segundo projeções trimestrais de vendas dos operadores de restaurantes do IFB para 2016, o Instituto conclui que o ano será um pouco melhor que 2015. A projeção do indicador de venda nominal total para o primeiro trimestre de 2016 (crescimento sobre o mesmo trimestre do ano anterior) deve atingir o patamar de 7,2%, já no conceito mesmas lojas, a previsão de crescimento será de 2,5% para 2016.

Resultados anuais 
Ainda assim, em 2015, houve um crescimento de 6,2% nas vendas. O IBF sinaliza crescimento de vendas de 7,7% para 2016, já no conceito mesmas lojas o setor teve um decréscimo de 0,5% em 2015 e prevê um aumento de 3,8% para 2016.
“Vivemos um momento desafiador para o varejo e, consequentemente para o foodservice. Temos menos consumidores na rua com disposição ao consumo devido à diminuição da renda de sua família ou impactados por uma incerteza em relação à sua renda no futuro. Apesar disso, o foodservice ainda cresce e continuará crescendo, pois o hábito da alimentação fora do lar no Brasil continua aumentando. Seja pelas exigências da nova dinâmica do cotidiano das pessoas, seja por uma escolha, como a opção de lazer. O IFB, como representante dos principais grupos empresariais que atuam em toda a cadeia de valor do foodService, trabalha para encontrar soluções a ineficiências logísticas e tributárias que trazem custos ao consumidor, garantir segurança alimentar e sustentabilidade nos processos de produção, contrapor ao mercado informal e desenvolver as pessoas, já que estamos entre os maiores empregadores do Brasil”, declara Guerra.