Tendências do varejo para 2009

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Entender mais profundamente o comportamento do mercado, em tempos de crise ascendente, é fundamental para sobreviver no mundo globalizado. Atenta aos novos rumores que ganharam notoriedade em todas as áreas do ciclo financeiro, a ACSP – Associação Comercial de São Paulo, nesta primeira semana de março, reuniu grandes nomes do setor de varejo para debater as tendências discutidas na National Retail Federation (NRF). Parte da comitiva de brasileiros que visitou a feira, em janeiro deste ano, discutiu tendências nacionais e internacionais, avaliando a aplicação no Brasil e os impactos que isso pode representar no ambiente do varejo.

 

Alencar Burti, presidente da ACSP, durante a abertura do evento, fez uma análise conceitual do momento interno vivenciado pelo país. “Ouvimos falar muito sobre a crise nos últimos meses. O que tenho pregado, em se tratando de varejo, é que consultemos nossos clientes. Venderemos aquilo que o mercado quer comprar e a queda de otimismo jamais deve ser transferida aos nossos funcionários. O momento é de união, de olharmos o concorrente como parceiro e buscarmos soluções objetivos conjuntos”, destacou Burti.

 

Edmour Saiani, sócio da Ponto de Referência Capacitação Empresarial em Gestão Estratégica de Atendimento, tratou do varejo e das peculiaridades brasileiras no cenário da crise. “Sobreviver a esse período depende da capacidade de cada um, pois o que mata o varejo é a mesmice. Precisamos acreditar em mudanças, até porque elas serão às responsáveis por incrementar os negócios futuros”, disse. De acordo com o coordenador do Núcleo de Estudos de Varejo da ESPM e sócio do GrowBiz Group, Ricardo Pastore, o jeitinho brasileiro que falta aos americanos pode compensar no cenário interno. O executivo afirmou ainda que “é imprescindível o uso da tecnologia para integrar o varejo de forma estratégica”.

 

Com o intuito de aprofundar as perspectivas econômicas e de negócios no varejo, o segundo bloco resgatou temas como tendências e as novas tecnologias que serão implementadas no setor. Francisco Alvarez, professor dos cursos de graduação de marketing da USP e dos MBA da ESPM e da FIA, resgatou conceitos trabalhados na feira norte-americana. “Nós nos deparamos com uma previsão de fechamento de 76.000 varejistas americanos no primeiro semestre. O que se criou, na verdade, foi um conflito de realidade dentro das empresas que está sendo equacionado com o término da especulação nas Bolsas de Valores. O que está por trás de tudo, daqui por diante, será a gestão eficiente dos negócios”, declarou.

 

Henry Fuckner, diretor de Negócios Corporativos da Bematech, enfatizou que os grandes desafios enfrentados atualmente são o gerenciamento e a fidelização dos clientes, a melhoria da rentabilidade e o aprimoramento constante dos processos. “Um grande caminho que devemos percorrer, neste ambiente tecnológico, é o de investir em ações de interatividade. Tecnologia não é o fim, é o meio. A forma que todos vão utilizá-la para atrair o cliente fará a diferença neste ambiente pela evolução dos negócios”, finalizou.