Cai o total de endividados em SP

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Após duas altas consecutivas, o total de endividados volta a cair na cidade de São Paulo. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, PEIC, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, FecomercioSP, em junho, 48,7% das famílias paulistanas estão endividadas, o que equivale a 1,75 milhão de famílias. O número é 4,5 pontos porcentuais (p.p.) menor do que o registrado em maio, mas ainda está 1,8 p.p. acima do que o registrado no mesmo mês do ano anterior.



De acordo com a Assessoria Técnica da FecomercioSP, o consumidor tem conseguido estabilizar seu orçamento após terminar de pagar parte das prestações assumidas durante as promoções e liquidações de janeiro e fevereiro.

Além do total de endividados, a PEIC também registrou retração no total de famílias com conta em atraso, que eram de 21,5% em maio e, agora, representam 19,8% do total, e no número de famílias que afirmam não ter condições de pagar total ou parcialmente suas dívidas, que caiu de 5,4% para 4,8%.



Perfil da dívida

Em junho, 19,8% dos paulistanos afirmam estar comprometidos com dívidas por mais de um ano, 38,1% de três a seis meses e 22,8% por menos de três meses. A parcela da população que comprometeu entre 11% e 50% de sua renda mensal é de 55,1%. 27,6% comprometeram menos de 10% da renda familiar e 14,8% comprometeram mais de 50%. 



Entre os consumidores com contas em atraso, 38,6% têm atrasos há mais de 90 dias, 16,4% têm contas atrasadas por até 30 dias e 42,7% do total de famílias estão com dívidas atrasadas entre 30 e 90 dias.



O principal meio utilizado para adquirir essas dívidas continua sendo o cartão de crédito, sendo que 79,7% dos paulistanos têm alguma dívida devido às compras pagas dessa maneira. A proporção é o recorde da série histórica, iniciada em fevereiro de 2010. A participação dos carnês caiu de 17,6% para 15%, e a do Crédito Pessoal, que recuou uma posição e é, agora, a terceira forma mais comum de endividamento, apresentou retração de 19,3% para 12,5%.