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Outubro registra a maior procura por crédito em seis meses

Rodrigo Cezaretto Marques, Chief Operating Officer da FinanZero

Segundo a FinanZero, eventos de fim de ano impulsionam procura por empréstimos, mas  as dívidas ainda lideram entre os principais motivos para a solicitação

Com o fim do ano se aproximando, os brasileiros têm buscado ainda mais possibilidades para rendas extras e alternativas que contribuam no orçamento. Na comparação com maio deste ano, mês que registrou a menor procura (10,1%), outubro mostrou aumento de mais de nove pontos percentuais na intenção dos brasileiros em solicitar empréstimos. Trata-se do maior crescimento dos últimos seis meses, segundo aponta o Índice FinanZero de Empréstimos (IFE), que realizou pesquisa de intenção com 500 brasileiros conectados à internet, entre os dias 01 e 09 de novembro.

Em um cenário de desdobramentos das eleições, Black Friday, Copa do Mundo e, principalmente, Natal e Ano Novo, os últimos meses tendem a movimentar a economia dos brasileiros e impulsioná-los a procurar mais alternativas para ter crédito, o que supõe a intenção de pedido de empréstimo para compras ter se destacado. “Chegamos na época do ano em que os brasileiros acabam gastando mais. E, neste ano, temos mais um fator que pode influenciar nesses gastos: a Copa do Mundo, em que o planejamento para assistir, preparar a casa e acompanhar os jogos é maior entre a população. Teremos muitas datas comemorativas seguidas e o brasileiro gosta e se dedica a isso”, analisou Rodrigo Cezaretto, diretor operacional da FinanZero.

Conforme lembra o executivo, os pedidos de empréstimo nesse período irão se somar aos pagamentos de 13º das famílias brasileiras empregadas. “O último trimestre do ano vem carregado de compromissos que comprometem a renda da população, entre contas e compras planejadas e não planejadas. Segundo um recente estudo feito pela Conversion, agência de SEO, em 2021, 87,75% dos brasileiros pretendiam realizar compras durante a Black Friday, enquanto para este ano, a previsão é de que esse número salte para 96%, refletindo em um aumento de 8%”. 

Quitar dívidas

Apesar de as compras terem dado um salto, as dívidas foram o principal motivo (39,3%) para impulsionar o desejo de tomar crédito nos próximos três meses. Esse número reflete o cenário atual do país, que permanece com acúmulo da inflação, baixo poder de compra, alto índice de inadimplência e de desemprego. Ainda segundo o IFE, a razão foi a única, dentre as onze categorias, que permaneceu no topo desde o primeiro mês do ano.

Em segundo lugar ficou o investimento, com 27%, como forma de alavancar a renda e ter uma opção extra, seguido por negócio próprio, com 23,6%. “É possível supor  que a solicitação para abertura de um negócio pode ter pelo menos duas hipóteses. A primeira, bastante influenciada pela taxa de desemprego, que no último trimestre atingiu 8,7%, de acordo com dados divulgados pelo IBGE, contribui para o significativo crescimento de MEIs cadastrados no Brasil. E também há o aumento do empreendedorismo por necessidade, modalidade em que os trabalhadores enxergam na abertura do negócio próprio uma alternativa para saírem da inadimplência”, avaliou Rodrigo, informando, ainda, que compras (19,7%), renovação da casa (16,3%) e estudos (12,9%) fecham o Top 6 da pesquisa.

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