Gerente de marketing e produto da Ou conta como a marca se reinventou orientada pela visão customer centric
Ao revisitar seu propósito, a Ou revela uma mudança estratégica baseada na escuta ativa do consumidor e na evolução de sua mentalidade de negócio. Com mais de três décadas de atuação, a empresa deixou de focar apenas em sua capacidade produtiva para compreender, com maior profundidade, as dores e necessidades reais do cliente. O rebranding iniciado em 2007 simboliza essa virada, que reposicionou a marca não apenas como fornecedora de utilidades domésticas, mas como agente facilitador de rotinas mais equilibradas e funcionais, sustentando um crescimento ancorado em relevância, design e conexão emocional, conforme relatou Vinícius Martini, gerente de marketing e produto da Ou, hoje (07), na 1312ª edição da Série Entrevista ClienteSA.
Ao ser instigado, logo de início, a falar do propósito da marca Ou, o executivo não titubeou em registrar que, ajudando as pessoas a organizarem suas casas de forma mais orgânica e prática, está, ao mesmo tempo, auxiliando na administração de suas vidas. “Atuando há mais de 30 anos no mercado, desde o início nosso foco sempre foi no produto, mas no produto que atendesse às necessidades dos clientes. E, para não ter uma visão míope, olhando só para dentro, fomos cada vez mais nos aproximando dos clientes para ouvir suas reais carências.”
O ponto de inflexão aconteceu há quase 20 anos, quando a Ou realizou uma pesquisa. O estudo indicou que as pessoas gostavam do produto, mas não conheciam a marca. Esse insight devastador levou ao rebranding, de Martiplast para Ou, marcando a transição de uma mentalidade industrial para uma mentalidade de marca. “Optamos por esse nome por sua simplicidade, facilidade de lembrança e para sempre remeter a uma alternativa, muitas vezes surpreendente, que é uma característica da nossa marca.”
Nesse momento, Ou desconstruiu seu modelo mental que aprisionava a inovação. Por décadas, a empresa olhava para dentro, perguntando-se: “O que minha indústria consegue produzir?”. Hoje, a pergunta é diferente: “O que meu cliente precisa?”. De acordo com Vinícius, essa mudança de perspectiva resultou em um portfólio diversificado que transcende o plástico original, incorporando outras matérias-primas conforme a necessidade do consumidor.
O gerente explicu que o processo de desenvolvimento de produtos é estruturado, mas não engessado, funcionando como um “funil de ideias”, que captura sinais de múltiplas frentes. A empresa não pergunta diretamente ao cliente qual produto quer, pois muitas vezes ele mesmo não sabe. Em vez disso, investiga as dores reais. “A gente está sempre caçando essas oportunidades, que são transmitidas por meio de dores, desafios, problemas que o cliente tem no dia a dia.” Segundo ele, quando um mesmo indício aparece em várias frentes, como pesquisa, redes sociais, reviews, a ideia ganha peso e se transforma em tendência.
Além disso, o gerente detalhou o trabalho da empresa para transformar “compradores de potes” em fãs da marca. A estratégia não é falar sobre o produto, mas sobre o impacto na vida das pessoas. “Não falamos de potes, mas do benefício de uma vida bem gerida. Quando alguém abre uma despensa organizada, não é apenas sobre encontrar alimentos; é sobre refletir, encontrar prazer, criar conforto. A Ou identificou seu ‘vilão’: a rotina, a falta de tempo, o dia corrido. E posicionou-se como a solução para ajudar as pessoas a desacelerar.” E, frente à concorrência chinesa focada em preço, a Ou adota um posicionamento “affordable”. “Não vamos ser a marca mais barata, mas a mais competitiva. O diferencial está em design, inovação, antecipação de tendências e, principalmente, na construção de uma marca com credibilidade que gera desejo, não apenas satisfaz necessidades.”
O vídeo, na íntegra, está disponível no nosso canal do YouTube, o ClienteSA Play, junto com as outras 1311 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 4,1 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever. A Série Entrevista ClienteSA prosseguirá amanhã (08), recebendo Guillermo Gomez, CRMO da Flash, que falará dos avanços como ecossistema integrado de valor; na quinta, será a vez de Daiane Galdino, gerente sênior de inovação da Natura e Mario Marchetti, diretor geral da Sinch na América Latina; e, encerrando a semana, o Sextou, na Série Inovação, debaterá o tema “Como inovar com propósito, resolvendo as dores dos clientes?”, reunindo André Petenussi, CTO da Localiza&Co, Paulo Emediato, head de growth e comunicação do inovabra, Felipe Carlo, diretor de marketing da Daki, e José Pereira, diretor de produtos digitais e soluções da Mastercard Brasil.
Responda a Pesquisa e




















