Executivos de Cooperflora, Datagro, GS1 Brasil, Instituto Akatu e Itaureira mostram como informações do produto viram padrão de mercado, agregam valor e conectam produtor ao consumidor consciente
A rastreabilidade no agronegócio brasileiro está deixando de ser diferencial para se tornar um padrão. A transparência na origem dos produtos transforma a relação entre empresas e consumidores. Até porque, o brasileiro lidera pesquisas globais sobre procedência e processos. Casos reais já comprovam o valor: rastreamento individual agrega valor ao produto, permitindo elevar preços, e cria incentivos diretos à qualidade no campo. Estas são algumas das conclusões do Café da Manhã Híbrido, que marcou a 1434ª edição da Série Entrevista ClienteSA, realizada hoje (20), na sede da GS1 Brasil. O bate-papo reuniu Nilson Gasconi, executivo de negócios da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, José Roberto Prado, cofundador e VP do Conselho da Itaueira, Lucio Vicente, diretor-geral do Instituto Akatu, Milton Hummel, diretor-geral da Cooperflora, e Ronaldo Luiz Mendes Araújo, jornalista especializado em agronegócios.
Para Ronaldo, a rastreabilidade vem ganhando tração e mudando de patamar. “Está deixando de ser parâmetro de diferenciação para se tornar padrão. O desafio é adaptar essa realidade à heterogeneidade do setor, onde convivem desde pequenos produtores até grandes operações.” Do lado do consumo, Lúcio fez questão de apresentar um dado: em pesquisa com 33 países, o brasileiro é o que mais quer saber sobre origem e processos. De acordo com ele, “54% das pessoas buscam informações na embalagem, canal principal entre marca e consumidor”.
Nessa esteira, Nilson defende que a rastreabilidade vai além do diferencial: é a organização dos processos produtivos. “Rastreabilidade é processo puro, de registrar e guardar o histórico de tudo aquilo que aconteceu com o produto”. Segundo ele, a GS1 trabalha com padrões globais para identificar produtos e carregar informações de produção e validade. Nesse modelo, o QR Code funciona como uma chave global para acessar dados completos sem sobrecarregar a embalagem, o que preserva a experiência do consumidor e amplia a transparência na cadeia.
A prática de empresas como Itaueira e Cooperflora mostra que rastrear gera valor tangível. José Roberto contou que, frutas com rastreamento individual, do plantio ao distribuidor, são vendidas a preços duas vezes maiores que a média. “O consumidor aceita pagar mais porque vê valor agregado.” Na Cooperflora, que reúne 125 produtores em diferentes regiões, o QR Code padronizou informações e permitiu identificar quem entrega melhor qualidade e durabilidade. “O cliente acessa, identifica qual produtor tem mais durabilidade e paga mais. O modelo beneficia o produtor rural e cria incentivos reais para a qualidade.”
Para saber mais, confira o bate-papo, na íntegra, disponível no ClienteSA Play, nosso canal no YouTube, junto com as outras 1433 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 4,3 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever. A Série Entrevista ClienteSA prosseguirá amanhã (21), recebendo Joana Campestrini Fuchs, gerente de marketing da Karsten, que falará do fortalecimento da conexão com experiências sensoriais e afetivas; na quinta, será a vez de Pedro Alvarenga, CFO da Iugu; e, encerrando a semana, o Sextou debaterá o tema “Inovação: O que está por trás da resistência diante das transformações?”, reunindo José Nery, consultor em arquitetura de dados e IA para orquestração e Rodrigo Tavares, head de experiência do cliente na Eteg.




















