A crise pelo mundo

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Metade da população mundial está pessimista em relação à crise. Já no Brasil, apenas 19% da população acredita que a situação financeira do país irá piorar. Os números são da pesquisa A Crise no Mundo, realizada pelo Ibope Inteligência, em parceria com a rede global de pesquisas WIN – Worldwide Independent Network of Market Research. O estudo ouviu 16 mil pessoas, em 17 países, sobre o futuro do país, de sua renda e da confiança no governo, nos bancos e nas ações de mercado.

 

A pesquisa aponta um cenário negativo na percepção da população mundial, com maior pessimismo em relação à situação do país do que à situação do próprio entrevistado. Do total, 49% dos entrevistados esperam a piora financeira de seu país nos próximos três meses e apenas 12% estão otimistas em relação ao futuro. Porém, ao transferir essa situação para as próprias vidas em um período mais amplo, de 12 meses, a expectativa muda: 45% imaginam ter a renda ampliada, enquanto apenas 16% projetam queda de renda para os próximos meses.

 

Já os indicadores de confiança no governo são críticos. Em nota de 1 a 10, os entrevistados atribuem média de 5,2 para confiança na habilidade do governo de seu país em lidar com a crise; 5,3 na confiança na solidez dos bancos e 4,0 de confiança no mercado de valores.

 

Islândia e Japão são os países com as populações mais pessimistas em relação aos efeitos da crise atual, seguidos por França, Alemanha e Reino Unido. Em um terceiro nível, mas ainda assim com predomínio de negativismo, surgem Itália, Espanha e Rússia. Entre os países mais otimistas estão Índia, Brasil e China. Em praticamente todos os indicadores, esses países dividem a liderança em menções positivas, reflexo do momento vivenciado recentemente, de desenvolvimento econômico, crescimento acentuado de PIB, industrialização e controle da inflação.

 

Os resultados da pesquisa referentes ao Brasil apontam que a população está otimista: apenas 19% acreditam que a situação financeira do país irá piorar nos próximos meses e 34% apostam em melhorias. O índice de confiança supera a grande maioria dos países: 6,7 acreditam na capacidade do governo de lidar com a crise; 6,1, nos bancos e 5,7, no mercado de ações. Do total, 79% dos entrevistados esperam aumentar a renda no próximo ano. Os resultados registram tendência mais otimista entre pessoas de menor renda, que residem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.