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A inteligência analítica no apoio às decisões de crédito

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Dirceu Gardel, CEO da Boa Vista

CEO da Boa Vista detalha a transformação do modelo de negócio e dos serviços oferecidos ao mercado

De organização tradicional que nasceu, há pouco mais de uma década, com uma linguagem e infraestrutura tecnológicas à base dos saudosos mainframes para se tornar, até 2023, uma gestora de base dados com 100% das operações em nuvem. Esse é apenas um dos pontos significativos da inflexão pela qual passa a Boa Vista Serviços, organização que, favorecida também por um bem-sucedido processo de IPO, em 2020, trazendo recursos para investimentos, vem se transformando em uma sofisticada fornecedora de inteligência analítica para tomada de decisões. Atuando não mais apenas com foco no apoio ao varejo, a empresa aperfeiçoou seus sistemas de redução de riscos de fraudes e inadimplências também junto às fintechs, insurtechs e demais startups que, junto com as plataformas de e-commerce, vêm alterando o cenário da economia brasileira em vários segmentos. Compartilhando os detalhes dessa transformação no modelo de negócios e suas perspectivas, Dirceu Gardel, CEO da Boa Vista, participou, hoje (31), da 454ª. edição da Série Lives – Entrevista ClienteSA.

Iniciando por uma breve história da organização, o executivo lembrou que, em outubro de 2010, a Associação Comercial de São Paulo, gestora do SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito por mais de 60 anos, se juntou à empresa de private equity TMG Capital para criar uma organização privada batizada de Boa Vista. Logo em maio do ano seguinte, a companhia já incorporou os serviços da americana Equifax, unindo a forte base de dados de pessoas jurídicas desta com a sua, de pessoas físicas. Mas foi em 2015 que a empresa percebeu as novas necessidades de apoio ao crédito, não bastando oferecer apenas uma gestão de base de dados.

“Percebemos que os clientes necessitavam de nosso apoio efetivo no fornecimento de informações que embasassem a tomada de decisões, seja em relação às concessões de crédito, no on-line, etc. Foi quando nasceu a decisão de investir em inteligência de dados, nos propondo a ser a primeira empresa de analytics do mercado brasileiro.”

Na sequência, com essa determinação, a Boa Vista, mesmo mantendo a cultura consolidada de cuidar bem das bases de dados, começa uma nova dinâmica, como, por exemplo, a migração de todos os sistemas para a nuvem. Segundo Dirceu, essa providência foi crucial para garantir escalabilidade, segurança e estabilidade na transmissão de dados, antecipando-se à efervescência que viria com as legislações de proteção da informação. Hoje, cerca de 92% das operações da empresa já transitam em cloud, em uma parceria com a Google. “Até o final do próximo ano, seremos a primeira gestora de dados que nasceu em uma linguagem tradicional, de média e baixa plataforma, se utilizando de mainframes, e que transferiu 100% das operações para nuvem.”

Concretizando um projeto estudado desde dois anos antes, mas retardado pelas circunstâncias da pandemia, a empresa abriu capital, em setembro de 2020, em uma IPO que obteve seis vezes mais procura que o esperado, entrando nos cofres cerca de R$ 1,3 bilhões. Com isso, foi possível o investimento em frentes que consolidariam a inflexão buscada: 6% das injeções dos recursos, por exemplo, foram destinados à criação da CEA – Centro de Excelência Analytics, que quase triplicou o número de profissionais especializados, entre engenheiros de tecnologia, cientistas de dados, matemáticos, etc., transformando dados em informação para tomada de decisões no mercado. “O propósito da Boa Vista é aproximar o cliente dos fornecedores ou vendedores de crédito para que, juntos, operem assertivamente, evitando inadimplências, fraudes, etc. Essa é a nossa transformação e o caminho que queremos trilhar.”

Nessa linha, convidado a mencionar alguns pontos extraídos das mais recentes pesquisas feitas com regularidade pela Boa Vista, Dirceu disse que uma das constatações que mais suscita reflexão é a de que, recentemente, 45% dos consumidores brasileiros tiveram mais da metade da renda comprometida com o pagamento de dívidas. “Se, por um lado, isto é bom, sinalizando que as pessoas estão atentas a um comportamento que as recoloque no sistema de crédito, por outro, demonstra um percentual muito acima do normal. E a inadimplência ainda tende a crescer ao longo deste ano.” Analisando toda essa nova forma de a Boa Vista enxergar seu papel no mercado, ele disse que, embora tradicionalmente a organização sempre tenha apoiado o varejo, a ampliação de seu escopo foi providencial no novo cenário dos players dentro do sistema financeiro do país.

O executivo explicou que, diferentemente dos grandes bancos, possuidores de um histórico e consolidado arcabouço de análise e tratamento de dados para as decisões de crédito, as fintechs chegam desafiando o mercado financeiro, mas sem o mesmo aparato de equipes. Dessa forma, a Boa Vista veio construindo, em conjunto com elas, algoritmos, scores de crédito e até mesmo o marketing service. “Temos, por exemplo, um produto chamado BlueBox, que, utilizando nossa base de dados e inteligência analítica, possibilita segmentar e decidir, tudo numa sintonia fina, cliente a cliente.  O insight que surge como resultado da combinação dessas variáveis do algoritmo é que dá a segurança da decisão. E, ao possibilitar vendas com menores riscos de fraudes ou de inadimplência, estamos ajudando a própria economia do país, esse sim o nosso grande propósito.” Alcançando agora, além de todo o varejo, também as fintechs, insurtechs, plataformas de e-commerce, entre outros, o executivo pôde descrever de que forma a empresa pretende contribuir para popularizar a relevância do analytics para o êxito dos negócios. Também explicou um pouco dos desdobramentos com o surgimento das novidades no segmento financeiro, como PIX, Open Banking, etc.

O vídeo com o bate-papo na íntegra está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 453 lives realizadas desde março de 2020. Aproveite para também para se inscrever. A Série Lives – Entrevista ClienteSA encerrará a semana amanhã (01), com o Sextou, que debaterá o tema “LGPD: Que alertas ainda precisam estar ligados?”, com os convidados Claudio Soutto, sócio-fundador da Digitrust, Marcelo Martins, CTO do GetNinjas e Tatiana Costa Penha, gerente jurídica da RaiaDrogasil. Para a agenda da próxima semana já estão confirmados, na segunda-feira (04), Rafael Maia, Chief Revenue Officer da Flash Benefícios, que falará do futuro do mercado de benefícios; na terça, será a vez de Mauro Sanchez, CEO do Banco Pine; e, na quarta, Cris Rother, Chief Marketing Officer & Consumer Products da Webmotors.

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