Comercial de cosméticos não é bem aceito

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O Índice Nacional de Satisfação do Consumidor, INSC, medido pela ESPM, registrou queda na avaliação dos clientes de quatro empresas da indústria de personal care, que passou de 86,5% em setembro para 80,4% em outubro. A queda foi a primeira registrada em sete edições do INSC. Em contrapartida, o setor alimentício teve alta de mais de 10 pontos percentuais no mês anterior, saltando de 68,6% em setembro para 78,9% em outubro.
A queda no setor de personal care ocorreu devido as ações de marketing e campanhas publicitárias das marcas irritarem os clientes. Especialmente as propagandas de xampus e cremes hidratantes que exibem cabelos perfeitos, o que de acordo com o INSC é fora da realidade e do resultado obtido pelos clientes em suas experiências. Dos 10 mil entrevistados para o INSC, 5% criticaram essas peças. No sub setor de Personal Care são avaliadas as quatro maiores empresas do setor no Brasil, são elas Natura, Unilever, Avon e Johnson & Johnson.
 
Além disso, outros fatores que contribuiram para a queda da satisfação foram as intervenções publicitárias de algumas marcas em programas de mensagens instantâneas, jingles e celebridades que estrelaram alguns comerciais. Muitos consumidores informaram, na internet, ter fechado o programa “para não se irritarem ainda mais”.
Na contramão da indústria de Personal Care, o sub setor de alimentos (Brasil Foods, Kraft Food, Yoki e Nestlé) registrou alta de 10,3 pontos percentuais em outubro pela utilização de artistas populares em suas campanhas publicitárias, ações no Facebook e parcerias de marcas com emissoras de televisão. Também chama a atenção o fato de os consumidores avaliarem positivamente a incorporação de empresas. No total, foram analisados 15,2 mil comentários deste sub setor, 10% referiram-se às ações publicitárias, dos quais 90% dos quais positivos.

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