Comércio eletrônico cresce mesmo com volta das lojas físicas

Principais sites brasileiros de e-commerce recebem 1,69 bilhões de acessos em outubro, aumento de 1,58% em relação ao mês anterior

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Indicadores do mês de outubro do Relatório Setores do E-commerce, elaborado periodicamente pela Conversion, agência de Search Engine Optimization (SEO), refutam a tese de que o crescimento do varejo virtual seria afetado pela retomada gradual do comércio presencial no Brasil. Segundo o estudo, os principais sites brasileiros de comercialização de produtos e serviços receberam um total 1,69 bilhões de acessos, um aumento de 1,58% em relação ao mês anterior.

A sondagem aponta que cada brasileiro acessou, em média, cerca de 8 vezes os sites de e-commerce no mês. Cada acesso, por sua vez, pode ter a visualização de muitas páginas. Os canais preferidos para chegar às lojas são “direto”  – quando o usuário digita o endereço da loja e representa 43,3% dos acessos -, busca orgânica do Google (28,1%) e busca paga (19,3%).  Tráfego de redes sociais representam apenas 3,1%. “Esse crescimento no mês de outubro indica que o e-commerce não representa uma mera alternativa ao varejo físico, mas sim uma mudança mais profunda de comportamento do consumidor”, explica Diego Ivo, CEO da Conversion.

Tendências nos setores
A movimentação do e-commerce em outubro reforça a tese do estudo com a retomada verificada do turismo on-line, que registrou alta de 9,36% no período. Seguindo a mesma tendência positiva, cresceram os setores de Pet (7,47%), Moda & Acessórios (4,06%), Cosméticos (3,42%), Ferramentas & Acessórios (3,03%) e Farmácia & Saúde (2,04%).

Quando analisados os segmentos que retraíram, o estudo não encontrou, entretanto, nenhum que tivesse queda tão expressiva. Em ordem de maiores retrações estão os seguintes: Educação, Livros & Papelaria (-2,89%), Presentes & Flores (-2,38%), Casa & Móveis (-2,25%), Itens Automotivos (-1,37%) e Calçados (-0,82%).

Ranking dos 10 maiores
O Relatório Setores do E-commerce no Brasil também apresenta, mensalmente, o ranking dos principais e-commerces do país. Esse ranking está dividido em um geral e outro para cada uma das 18 categorias. No geral, a lista é composta de: 1. Mercado Livre (30%), 2. Americanas.com (14%), 3. Magazine Luiza (13%), 4. Amazon Brasil (11%) e 5.  Casas Bahia (9%). O percentual se refere apenas aos 10 principais sites.

Share of search
A métrica do share of search é a parcela de busca de uma marca dentro da categoria de consumo em que ela atua. A fórmula para calcular é dividir o volume de buscas por uma marca pelo volume total de buscas de todas as marcas daquele segmento. O fato importante sobre ela é que a parcela de buscas é preditiva em relação ao market share, conforme demonstrou estudo de Les Binet.

No estudo da Conversion, foi analisado o share of search de todos os principais setores do e-commerce brasileiro. Pelo relatório, nota-se que muitos setores são dominados por um ou dois players.  Exemplo disso é o mercado de pet, que concentra 79% entre Petz (44%) e Cobasi (35%), ou o de joias e relógios, que tem 66% do share em Vivara (34%) e Pandora (32%). Porém, o líder absoluto é a LojadoMecânico, maior e-commerce de ferramentas & acessórios.

Perspectivas da Black Friday
Em paralelo ao relatório, a Conversion também entrevistou cerca de 400 brasileiros conectados à internet, justamente para saber quais são as expectativas do consumidor para a Black Friday 2021, que ocorre na última sexta-feira de novembro (26/11). De acordo com o levantamento, 72% dos consumidores pretendem comprar on-line, modalidade que deve crescer 14,7%.

Quando perguntados se fizeram alguma compra na Black Friday do ano passado, 76,5% dos entrevistados afirmaram que sim. No entanto, ao responderem se pretendem comprar este ano, este número sobe para 87,75%. Isso representa um aumento de 14,7% na intenção de compra. Este ano, celulares, eletrônicos & eletrodomésticos, moda & acessórios lideram a intenção de compra. Para baixar o nosso estudo completo sobre a Black Friday.