O RH 5.0 dando protagonismo às pessoas

Líderes de 99, Digio, Winnin, Connvert e Liga Educacional analisam as mudanças na gestão de gente

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Beatriz Nóbrega, Katia Garcia, Carolina Brito, Priscilla Ferreira e Rodolfo Bertolini
Beatriz Nóbrega, Katia Garcia, Carolina Brito, Priscilla Ferreira e Rodolfo Bertolini

A pandemia, com suas múltiplas consequências desafiadoras às empresas em geral, impulsionou ainda mais a filosofia e a prática da gestão de pessoas dentro do chamado RH 5.0, que se traduz em uma cultura humanizada cuja palavra que adquire cada vez mais relevância é “protagonismo”. A gestão de pessoas passou a se incorporar na estratégia global das companhias e, na transição atual, pôde constatar o quanto a tecnologia se torna fundamental para que o RH não só cumpra suas funções mais diretas. Também, permite que flua sua atividade de habilitar as lideranças em geral nos processos de acolhimento e garantia do equilíbrio psicológico e bem-estar de todos os colaboradores. Esses são apenas alguns dos temas sobre o presente e o futuro da área, debatidos, ontem (08), na primeira edição do programa ClienteSA Gente, que contou com a participação de Beatriz Nóbrega, superintendente de gente, gestão e experiência do cliente do Digio, Carolina Brito, head de Gente & Cultura da Winnin, Priscilla Ferreira, diretora de operações de CX da 99, Katia Garcia, head de Pessoas e E&S da Connvert, e Rodolfo Bertolini, CEO da Liga Educacional.

Iniciando o bate-papo, a superintendente do Digio destacou o quanto a gestão de gente agora, em um universo transformado pela crise sanitária mundial, passou a ser caracterizado pelo conceito do RH 5.0. Ou seja, uma área em transformação que, finalmente, deixa de ser de recursos humanos para uma prática de relações humanas. É, por um lado, detalhou a executiva, ver no colaborador um ser humano em sua totalidade, com foco na sua saúde mental, segurança psicológica e bem-estar. E, por outro, encarar a tecnologia como uma aliada geradora de possibilidades, conhecimento, automação, digitalização e ajudando de forma relevante a melhorar as experiências. “Somos guardiões da cultura da organização com o colaborador no centro. Um RH muito mais estratégico que aproveita o melhor de tudo isso em prol das pessoas e do negócio. Uma mudança que veio para ficar em definitivo.”

Por sua vez, a head da Coonvert citou exemplos de como a área de gestão de pessoas agora funciona suportando todas as novas necessidades em meio a todas as transformações mencionadas por Beatriz. “Passamos a lidar com uma diversidade de situações, envolvendo colaboradores no presencial, mas, também, com todos os que se encontram espalhados pelo país, em suas casas, muitos deles contratados remotamente já dentro do modelo de home office. Estamos aprendendo a utilizar a tecnologia para nos apoiar no trato com esse novo mundo. Por exemplo, com o robô que faz o primeiro atendimento utilizando a inteligência artificial, conseguimos que tudo flua, passando os casos mais complexos para o relacionamento humanizado.” Segundo Katia, o RH aprende muito com a filosofia da CX para aplicar internamente, pensando na melhor experiência possível para o colaborador. 

Já voltando ao tema do papel estratégico do RH, Priscila lembrou que, como diretora de CX, entende a necessidade da gestão de pessoas atuar de forma descentralizada. Funciona, no seu entender, como um habilitador de desempenho para que as lideranças estejam preparadas e possam disseminar os valores e objetivos da organização. Também, para poderem garantir a segurança psicológica e acolhimento, de tal forma que cada pessoa na empresa atue com o melhor dela mesma ao colaborar para a consecução das metas da organização. “O RH consegue, com suas expertises, nos dotar de todo um ferramental e um ecossistema que nos possibilitam a concentração em nossas próprias competências e objetivos. Assim, conseguimos trazer todos os times para que, juntos, superarmos os desafios do dia a dia e cumprirmos o propósito da companhia. Um RH sensível às necessidades de todas as áreas e que nos empodera e habilita.”

Enquanto Carolina colocou ênfase na busca de uma proximidade cada vez maior da gestão de gente com cada colaborador. A preocupação, ressaltou ela, é com cada passo da jornada desse profissional, respeitando o lugar que ele ocupa e permitindo que protagonize sua história dentro da empresa. A executiva também vê na tecnologia uma importante parceira dentro da estrutura do setor. Na sua concepção, ainda há muito o que se avançar nesse aspecto, pois a gestão de pessoas é multifacetada e carece ainda muito de soluções digitais que modernizem suas atividades. Isso, dentro do ciclo de 360º do RH, com sua nova feição muito mais proativa que meramente reativa. “Seu papel agora é de protagonista na estrutura do negócio.”

Ao passo que Rodolfo, como CEO da Liga Educacional, disse que sempre se sentiu muito ligado ao RH. E contou que a liderança em gestão de pessoas da organização sempre participou das decisões estratégicas, crescendo ainda mais de importância e de conhecimento durante a pandemia. “Quando se fala de gestão de gente, não há como dissociar com o modelo de educação vigente. A informação, agora, brota de muitos lugares. E percebemos em nossa empresa que, focados na experiência do aluno, o quanto era diferente o que ocorria em sala de aula e em nosso ambiente organizacional. Pudemos notar que em nosso ambiente interno não havia protagonismo dos colaboradores em geral. E a necessidade de possuir ferramentas que possibilitem mudar esse quadro. O empoderamento vem da posse da informação.” Então, para ele, o papel da alta direção é viabilizar que as pessoas e os times estejam em constante aprendizado. E finalizou: “se o RH agora é 5.0, uma empresa com caráter educacional é a que está no estágio 6.0”.

Os cases reais e exemplos surgidos ao longo do debate podem ser conferidos no vídeo disponibilizado na íntegra no canal ClienteSA Play. Aproveite para se inscrever. O programa volta no próximo dia 22 de setembro.