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O segundo degrau das disruptivas fintechs no Brasil

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Eduardo Prota, CEO da N26 Brasil

CEO da operação brasileira da N26 destaca o conceito de fincare, marcando a segunda geração dos bancos digitais

O sucesso e a consolidação de algumas startups do segmento financeiro no Brasil, com seus movimentos disruptivos de inclusão digital e bancária, já começa a atrair o que está sendo chamado de fincares, o que seria a segunda geração de fintechs. Esse novo modelo de startup quer não só melhorar as experiências nos aplicativos para os clientes, mas levá-los a um processo de educação financeira. Se posicionando nessa vertente está a N26, banco digital alemão que já se espalhou por 25 países da Europa e que se prepara para o lançamento oficial no Brasil no segundo semestre deste ano, não sem antes realizar testes com um grupo beta de clientes, que estão trazendo aprendizados importantes – uma comunidade de 2 mil “insiders”, que ajudam a cocriar produtos e comunicação alinhados ao perfil do brasileiro. Os detalhes dessas estratégias e novidades foram compartilhados, hoje (29), por Eduardo Prota, CEO da N26 Brasil, ao longo da 452ª edição da Série Lives – Entrevista ClienteSA.

Explicando, de saída, o conceito que gerou a organização, na Alemanha, em 2015, ainda com o nome de Number 26, o executivo apontou que o objetivo era possibilitar uma conta bancárias aos jovens, com perspectiva de que os pais controlassem as movimentações para instituir um inicio de educação financeira aos filhos. Entretanto, a praticidade e eficácia de ter um banco na palma das mãos, que era algo relativamente novo, acabou conquistando os adultos e passou a ter produtos também para esse público. Na sequência conseguiu a licença do Banco Central Europeu e, já com o nome de N26, passou a se expandir por todo o continente, onde hoje opera em 25 países. Nesse movimento, ele comentou que a startup ganhou destaque pelo alto grau de usabilidade da ferramenta mobile. “A empresa identificou, em pesquisas, que, no início da década passada, 70% das pessoas em todo o mundo prefeririam ir a um consultório dentista do que numa agência bancária. Isso porque a experiência dos clientes com os bancos estava muito prejudicada. Dessa forma, fomos a primeira organização europeia a iniciar um movimento disruptivo com o conceito de banco digital.”

Essa dinâmica, acrescentou o CEO, proporcionou um grande crescimento na região, em uma vocação que apontava para uma atuação global com a meta de chegar rapidamente a uma base de 100 milhões de clientes pelo mundo.

“Com um propósito até então inimaginável de as pessoas amarem um banco. Algo muito desafiador em um segmento marcado pela soberba com que essas instituições tratavam seus usuários. E o Brasil surgiu prioritariamente no radar por dois motivos básicos: uma grande população e a propensão dela de se manter muito conectada no digital.”

Ele reforçou ainda o cenário de concentração bancária nos grandes e tradicionais players que detém ainda hoje cerca de 80% das receitas, a despeito da evolução da quantidade e qualidade das fintechs. “Mas o que denota, obviamente, também, a oportunidade que há de tratarmos melhor esse mercado. E, o sucesso das fintechs, melhorando a vida dos consumidores em vários aspectos na administração de uma conta bancária, muito evidente no Brasil, chamou a atenção da N26, uma companhia que nasceu com a vocação para escalar em grandes proporções”, ressaltou. Só que, dentro desse quadro, ele salientou o fato de que 70% das pessoas têm uma péssima relação com o dinheiro, gastando mais do que ganham, causando um outro número: destas, menos de um terço não estão endividados.  Além disso, dentre as estatísticas colhidas pela instituição, metade das pessoas gostam de falar de dinheiro, indicando uma parte relevante das mesmas que estão abertas a aprender sobre um nível de administração mais maduro sobre o assunto.

É daí que nasce, na sua concepção, o conceito de uma segunda geração de fintechs, as fincares que, aproveitando todos esses avanços realizados pelas pioneiras, prosseguem pelo caminho do cuidado com as finanças. “Algo que tem de fazer parte das atividades rotineiras do dia a dia, tal como a rotina do ‘skincare’, e não só nos momentos de grandes projetos ou problemas financeiros.”

Depois de contar um pouco da live realizada no dia anterior, inspirada na recente premiação do Oscar, mas contemplando os destaques em categorias que faziam relação à educação financeira, Eduardo explicou que isso marca a presença do N26, se inserindo nas testagens customizadas de comunicação no país, bem dentro do espírito de startup. E explicou o programa de insiders, usuários beta testando e ajudando a cocriar a solução para o Brasil. De uma base de 200 mil pessoas pré-cadastradas na organização, 30 mil se inscreveram e duas mil delas foram selecionadas com base em um perfil efetivamente voltado para testar novidades. A estratégia é colocar em suas mãos produtos ainda não acabados, motivando e abrindo mais oportunidades para as contribuições, e de onde surgiu uma comunidade que funciona como um fórum dinâmico de troca de impressões e ideias, em mais de 10 mil interações.

Indagado sobre a aceitação do brasileiro sobre a necessidade de disciplina financeira, o CEO detalhou que, para o aperfeiçoamento da solução que a empresa quer ver vitoriosa no mercado, se pauta nos estudos sobre economia comportamental. E expôs em mais detalhes a descoberta que o melhor caminho para o êxito é executar ações e perceber seus efeitos do que primeiro tentar entender tudo com perfeição para começar a caminhar.  “Queremos oferecer um produto que fomente esse processo de crescimento das pessoas.” Ele pôde, na sequência, detalhar ainda os aspectos de tecnologia, desenvolvimento e a estratégia de marketing com influenciadores, consolidando a chegada do N26 com o conceito de fincare.

O vídeo com o bate-papo na íntegra está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 451 lives realizadas desde março de 2020. Aproveite para também para se inscrever. A Série Lives – Entrevista ClienteSA terá prosseguimento amanhã (30), com a presença de Marcio Unrue Ramos, diretor de dados, digital e inovação da Novartis, que falara da nova jornada digital do paciente potencializada por dados no Brasil; na quinta, será a vez de Dirceu Gardel, CEO da Boa Vista; e, encerrando a semana, o Sextou debaterá o tema “LGPD: Que alertas ainda precisam estar ligados?”, com os convidados Claudio Soutto, sócio-fundador da Digitrust, Marcelo Martins, CTO do GetNinjas e Tatiana Costa Penha, gerente jurídica da RaiaDrogasil.

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