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Acrefi debate prevenção e combate às fraudes

Cintia M. Ramos Falcão, Consultora Jurídica da Acrefi

Reunindo executivos e especialistas, evento da entidade analisou inovações e tecnologias que visam minorar o problema

“Apesar dos grandes investimentos feitos por instituições financeiras, a exploração de pessoas vulneráveis, principalmente no pós-pandemia, segue em expansão e é reflexo das atuações criminosas existentes no mercado”. A afirmação foi feita por Cintia Ramos Falcão, consultora jurídica da Acrefi – Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, na abertura do webinar sobre “Inovação e novas tecnologias na prevenção a fraudes”, realizado pela entidade na capital paulista.  Segundo ela, “todos os dias novas tecnologias são inseridas no mercado, mas ainda há muito o que avançar nessa área. Um exemplo é o relatório anual da Febraban, que mostra que só em 2022, foram investidos cerca de R$ 35 bi do orçamento de tecnologia no combate à fraude.”

Entre janeiro e novembro do ano passado, a população brasileira sofreu com cerca de 3,6 milhões de tentativas de fraudes de identidade, uma média de um golpe a cada oito segundos, de acordo com Serasa Experian. Diante da importância do tema, a Acrefi tomou a iniciativa, reunindo especialistas para debater sobre quais são os novos tipos de fraudes e possíveis soluções tecnológicas para proteção do cliente e das instituições financeiras.

Engenharia pessoal

Um dos temas do debate foi um tipo de fraude mais recorrente que é o da engenharia pessoal, quando os criminosos se passam por uma pessoa conhecida ou uma empresa para colher informações sobre a vítima. Entre os casos em evidência está o de fraudadores que cadastram o documento da vítima para pedir um financiamento. “Existem vários tipos desses crimes recorrentes, como os cadastrais, quando se falsificam os documentos. Para mitigar isso, há tecnologias simples e acessíveis, como reconhecimento de imagem e uso judicial do documento. Outra fraude questionada e bem difícil é o boleto falsificado. Acredito, nesse caso, que é importante engajar e informar usuário”, detalhou Gilberto Albuquerque, CEO da Kadmotek e conselheiro SF3, participante do encontro.

Para o executivo, “é indispensável que a empresa invista em um aplicativo institucional para poder rastrear dados de conexão, de relacionamento e demográficos, que vai garantir confiabilidade de que a pessoa é ela mesma e não um fraudador e, assim, preservar o bem do cliente e da instituição financeira”. 

Nesse sentido, o evento da Acrefi concluiu que o Brasil dispõe atualmente de um instrumento eficaz, que é o Open Finance. Trata-se de um sistema incentivado pelo Banco Central de compartilhamento de dados bancários entre instituições financeiras para que elas possam melhorar a experiência do cliente, promovendo produtos e serviços cada vez mais adequados ao seu perfil. Esse atrelamento de dados somados às inovações, como biometria, big data, geolocalização, perguntas pessoais e código de verificação são cruciais para combater operações fraudulentas, segundo uma das conclusões do debate.

Evitando atos fraudulentos

Para Leonardo Grapeia, CEO da Qista Financeira e diretor da Acrefi, a junção entre tecnologia e monitoramento interno é a chave para evitar essas práticas. “É importante pensar na jornada e relacionamento do cliente para construir um data lake – repositório de dados que serve para armazenar grandes conjuntos de dados brutos em formato nativo -, único e centralizado, para que a instituição consiga entender e ter um controle do cliente, não só de cadastro, mas de dados, comportamento e localização. Só assim a instituição financeira vai conseguir rastrear o ciclo de acesso do cliente, avaliar e identificar qualquer anomalia e risco”.

Enquanto na concepção de Renato Virches, CEO da Vetera, é também importante unificar a consulta de dados das bases de instituições privadas e públicas, tendo como objetivo prevenir fraudes no setor de financiamento de veículos. “Hoje o mercado de veículos tem problemas acerca das bases da autarquia pública. O compartilhamento de dados e o reforço de instituições públicas e privadas é o diferencial para ter uma prevenção efetiva de um falso financiamento de carro novo ou seminovo. Mas como ter mais confiabilidade em fazer um financiamento para um novo cliente? Uma alternativa é, por exemplo, buscar o histórico de antecedentes do cliente em associações, como Detran ou outras instituições, assim fica mais fácil fazer uma análise assertiva e garantir um bom serviço para o cliente sem risco de interferências ou golpes”.

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