Mulheres em cargos de liderança: cada vez mais presentes… e se posicionando

Bate-papo do ClienteSA News traz diferentes perspectivas sobre os desafios e as soluções para aumentar a representatividade feminina nas empresas

A equidade de gênero nas empresas, principalmente, em cargos de liderança, passa por mudanças estruturais e também por atitudes individuais. Vai desde políticas corporativas mais consistentes de diversidade e inclusão, até a maior assertividade das profissionais. Programas de mentoria e aceleração de carreira, ambientes organizacionais mais abertos ao diálogo e o engajamento ativo dos homens são fatores essenciais para enfrentar essas barreiras históricas e impulsionar transformações reais, como ficou evidente no acalorado bate-papo da 58ª edição do ClienteSA News, que reuniu Cláudia Vale, consultora de CX e sócia diretora da FLWOW!, e Valéria Dotta, especialista de customer care da GWM, cofundadora e diretora de UUKA, recebidas pelos cohosts Vilnor Grube, CEO da ClienteSA, Rodrigo Tavares, partner da IN Digital, e Wellington Paes, CEO do Conexão Customer.

Um dos pontos centrais levantados que gerou mais polêmica foi a necessidade das próprias mulheres se posicionarem de forma mais assertiva. Cláudia destacou que muitas vezes as mulheres têm dificuldade em se colocar e defender suas ideias, principalmente em ambientes corporativos dominados por homens. “Considero que temos de ajudar as mulheres a trabalharem mais o seu posicionamento. Aquelas que têm a ambição de alcançar cargos altos, precisam ser mais firmes em suas posições para não depender de outras frentes para crescer na carreira.”

Já Valéria defendeu a adoção de programas formais de aceleração de carreira e vagas afirmativas nas empresas. Segundo ela, essas iniciativas são fundamentais para criar oportunidades concretas e romper barreiras históricas. “Programas de mentoria e aceleração têm que ser para as pessoas que querem. Nesse caso, terão um resultado muito mais assertivo. Tanto homens quanto mulheres, tanto pessoas negras como PCDs. Aí não importa a aceleração, ela vai estar ligada ao indivíduo, ao ser humano.”

O debate também tocou na questão da cultura organizacional, indicando ser essencial que as empresas criem ambientes mais receptivos e inclusivos, com lideranças dispostas a ouvir diferentes perspectivas e valorizar a diversidade. “Quando a gente fala de programas de diversidade e inclusão, não pode ser só uma meta a ser cumprida, têm que ser verdadeiros, dar voz e educar as pessoas dessa corporação em relação a ter um ambiente progressivo”, afirmou Valéria.

Outro ponto levantado foi a importância do protagonismo masculino nessa jornada. Wellington destacou que muitos homens ainda se omitem diante de situações de desrespeito e preconceito contra as mulheres. “Sinto a falta do envolvimento de homens para mudar isso. É uma pauta com a qual todos temos que nos envolver, com discussões como essa, com ideias diferentes, para conseguirmos fazer um caminho acontecer.”

Os cinco concordaram que não existe uma solução única para o desafio da diversidade de gênero, sendo necessária uma abordagem sistêmica, com ações em diferentes frentes – desde programas internos nas empresas até transformações na educação e na sociedade como um todo. “Não existe uma bala de prata, uma única solução para a presença feminina nos altos cargos de liderança. É preciso ter várias soluções, ações que não envolvem só RH. É responsabilidade de todos nós”, afirmou Rodrigo. O debate prosseguiu acalorado, inclusive em meio ao público que acompanhava a live ao vivo e, ao final, os participantes reforçaram a importância de manter essa discussão em aberto e acolher diferentes perspectivas. O vídeo, na íntegra, está disponível no YouTube, no canal ClienteSA Play, compondo um acervo em cultura cliente que já passa de quatro mil vídeos.

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