Especialistas debatem mapa com seis perfis comportamentais e defendem o orquestrador com postura de liderança para destravar iniciativas
Quando projetos de inovação travam nas empresas, o problema raramente está na tecnologia, mas na dinâmica emocional de quem precisa mudar, movida pelo medo de perder território, relevância ou controle sobre o que construiu. Por isso, a resistência à mudança não é falha de caráter nem sinal de incompetência: é parte da natureza humana. Entender esses comportamentos, sem julgá-los, é o primeiro passo para articulá-los a favor da transformação. Cabe à liderança assumir uma postura de orquestração, que combina escuta, decisão rápida, capacidade de reconfigurar talentos e respeito ao tempo de cada projeto e de cada pessoa. Essas foram algumas das reflexões trazidas por José Nery, consultor em arquitetura de dados e IA para orquestração, em um bate-papo com Rodrigo Tavares, head de experiência do cliente na Eteg, hoje (23), na 1437ª edição da Série Entrevista ClienteSA.
A provocação central foi direta: resistir à mudança é uma característica inerente à natureza humana. Para enfrentar os conflitos que paralisam projetos de inovação, Nery apresentou o “Mapa da Resistência à Inovação”, um framework que, em vez de culpar pessoas, identifica seis arquétipos que surgem naturalmente nos processos de transformação: o artesão, apegado à sua obra; o oráculo, protetor da informação; o senhor do silo, defensor de território; a sombra, sabotador invisível; o ilusionista, falso engajado; e o contrabandista, unificador de fronteiras.
Para Rodrigo, o objetivo do mapa não é apontar culpados. “Não é sobre julgar quem está certo ou errado. É entender a dinâmica para articular melhor”, ao reforçar que cada perfil tem uma função legítima dentro da organização. A saída, segundo Nery, está na sétima figura, que é a do orquestrador, que não é um personagem, mas uma postura de liderança. “Pode ser um CEO, um consultor ou um gerente capaz de entender a dinâmica emocional das pessoas, reconhecer seus medos sem julgá-los e reconfigurar talentos para resolver problemas.”
O especialista lembrou que o orquestrador precisa saber quando um projeto travou de verdade e tomar uma decisão rápida de substituição, mas também identificar talentos que podem evoluir. Para quem lidera uma transformação, Nery deixou, como recomendação, a determinação, a persistência, a flexibilidade e a atuação sem criticar ou julgar. “Tem que ter resiliência e entender o tempo das coisas”, finalizou. Para saber mais, confira o bate-papo, na íntegra, disponível no ClienteSA Play, nosso canal no YouTube, junto com as outras 1436 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 4,3 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever.
A Série Entrevista ClienteSA volta na segunda-feira (26), recebendo Leonardo Afonso, cofundador e CEO da Papapá, que falará da cocriação e escuta ativa na construção de uma marca infantil; na terça, será a vez de Marcio Pauliki, CEO do Grupo MM; na quarta, Pedro Moraes, fundador e CFO do Terça da Serra; na quinta, Felipe Ferrari, diretor de Marketing & Growth na Cogna Educação; e, encerrando a semana, o Sextou debaterá o tema “O Valor do CX: O consumidor já escolhe as marcas pela experiência?”, reunindo André Zandoná, head de experiência do cliente e eficácia de vendas da Creditas, Juliana Santos, gerente de CX e melhoria contínua da Pluxee, e Rosana Garcia, diretora de operações e atendimento da ConectCar.




















