O Brasil que enrola o Cliente: o leitor participa…. mais comentários sáo bem vindos!

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Agradeço a participação dos leitores Felipe, Martha e Vanderli. Este último fala em seu comentário do papel da ouvidoria. Veja o comentário dele no post anterior! Muito interessante. A Martha me enviou seu comentário por e-mail o qual reproduzo mais abaixo. Agradeço a participação do  Osvaldo também. Foi aquele quem afirmou que criticar erá fácil  para o qual foi endereçada a resposta do post anterior. Pena que, infelizmente,  ainda não nos honrou com um relato mais detalhado sobre o que acha do assunto ou explicou em mais detalhes porque foi tão contundente. Aguardamos ansiosamente.


Segue o comentário da Martha


Estava lendo seu artigo resposta e acho mesmo que tem uma frase nele que resume tudo :


 


” Escutem o Cliente e terão soluções excelentes! “


 


Nessa afirmação você  refere-se a algo que as pessoas não estão acostumadas a fazer, não aprenderam fazer e atribuem significado distorcido quando vão fazer ou mesmo quando lêem a palavra num texto … Geralmente  reagem ou desejam encontrar na colocação do interlocutor um sentido que venha a se encaixar na gama de respostas possíveis já pré existentes que tem acesso.


 


Além de reagirem, também preocupam-se muitas vezes em fazer bonito, seja por vaidade, seja para o chefe etc. Fazer bonito não é um problema, mas torna-se um,  quando esse passa a ser o objetivo quando  na verdade  deveria ser apenas uma  consequência.


 


Ouvir é privilégio de poucos, não requer técnica, requer conhecimento do ser humano, capacidade de perceber o não dito e o dito, ter disponibilidade unicamente emocional de receber o cliente e realizar um adequado ENTENDIMENTO, antes do ATENDIMENTO.


 


Enio, o ser humano ainda nem se escuta..pouco dá espaço para sentir e perceber o que lhe faz bem, o que realmente precisa …  essa falta de preparo  torna quase  inviável ” escutar ou ouvir o outro ” .


 


Falta a todos nós que atendemos > Fixar-se unicamente num momento de cada vez e, principalmente, querer estar ali para ajudar a erradicar uma insatisfação, desconforto. Se não for dessa forma, consegue-se apenas na maioria da vezes erradicar a ligação, email ou outro contato, gerando vários outros sobre a mesma questão – retrabalho.


 


Somos evoluídos tecnologicamente , conceitualmente e  subutilizamos fortemente as ferramentas e aparato em função de um pensar complexo e distante e acabamos por treinar e preparar as pessoas sem perceber e aproveitar  aquilo que já são, já sentem e já podem.


A por cabam realmente acreditar que as técnicas aprendidas são de todo valor e  que seus dons essenciais são pouco relevantes  diante do todo apresentado. Tirou a emoção, tirou o sentido.


 


 O princípio é extremamente filósofico!  Ao buscar a união sistemas, processos  e pessoas, promovemos um hiato.


 


A conduta e nível dos serviços na empresas será boa  quando o compromisso com o cliente deixar de ser premissa, e passar a ser atitude visceral de quem faz esse discurso,  de quem víve e é dessa forma “ipsi literi” …


 


Cultura é consequência da forma de ser e viver… As pessoas não mudam a forma de viver e ser porque criaram-se premissas … ou pelo menos não conseguem sustentar isso  ….


 


Então, se eu não sou assim como digo e peço que os outros sejam, eu não consigo que acreditem em mim por longo tempo pois a falta de coêrencia aparecerá no dia-a-dia……..palavras comovem, exemplos arrastam.