A reinvenção de papéis do RH

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De trabalhador a colaborador, mais do que uma alteração de nome, a mudança nas empresas tornou-se conceitual. Os funcionários são vistos como participantes e responsáveis pelo negócio da organização. Se no início da produção industrial, os trabalhadores eram vistos como máquinas, hoje, são valorizados e as políticas de remuneração, cargos e motivação se ampliam para reter e desenvolver talentos. Com outra visão quanto aos funcionários, as empresas também passaram a exigir nova postura do setor que faz a intermediação entre os níveis da empresa. De departamento pessoal, a área passou a ser chamada de recursos humanos, responsável por gerir pessoas e, não mais, somente presa aos processos burocráticos.
O diretor presidente da consultoria empresarial Carreira Muller, Robinson Carreira, explica as qualidades esperadas do setor e dos profissionais. “Percebemos que a palavra ´rotina´ quase desapareceu do dia-a-dia do RH. Os planos são traçados para o curto prazo e a área tem que ser muito ágil e flexível. Hoje, a mudança está associada à velocidade com que os negócios acontecem e se reinventam constantemente”, esclarece.
Diante dessa perspectiva, o papel do profissional de RH também se transformou. Para Carreira, no contexto atual, a sua atuação é principalmente estratégica e a área já tem consciência da importância como geradora de resultados para as organizações. A semente dessa conquista foi plantada pelos profissionais do passado que prepararam o terreno para essa evolução. “No passado a eficiência era importante, e os profissionais de RH fizeram isso adequadamente. O bom trabalho realizado pelos profissionais da geração anterior levaram o atual RH a um patamar ainda mais elevado”. Por isso, para ele, a responsabilidade da atual geração é ainda maior. “Cabe aos especialistas de hoje elevarem ainda mais essa concepção.”
Por causa dessa demanda, um novo perfil de profissional é exigido pelas empresas. É o estrategista de RH, ele deve pensar, estudar e agir estrategicamente. “Por exemplo, não se deve apenas tomar medidas para baixar a rotatividade, mas sim entender como usar essa movimentação de pessoal a favor da organização, isso é pensar estrategicamente. Deve-se sempre pesquisar e oferecer alternativas inovadoras para que os negócios evoluam e superem as barreiras naturais impostas pela concorrência. Nesse sentido, vemos o grau de relevância do profissional de RH”, destaca Carreira. Para ele, essa mudança  abre caminhos para possibilidades futuras. “Vejo com isso que a partir das estratégias surgem novas ações e essas, por sua vez, resultam em serviços inovadores e de alta qualidade. Assim, não é difícil de imaginar que em cinco anos veremos uma série de serviços de RH que ainda não existem. É uma ótima oportunidade para esses profissionais se aprimorarem e se desenvolverem cada vez mais”, finaliza.