Aprendizado na raça

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Apenas 14,5% dos gestores passaram por algum tipo de treinamento formal antes de assumir sua primeira gestão. É o que afirma estudo sobre liderança feito pela Affero Lab, empresa de educação corporativa. Isso significa que a maioria (85,5%) aprende a ser gestor no exercício da função, por tentativa e acerto. Isso embasa outro achado da pesquisa: 60% dos novos gestores falham nos dois primeiros anos em seu novo cargo.
“A maioria dos gestores é promovida sem nenhum tipo de treinamento formal. Apesar de grandes organizações investirem frequentemente em programas de formação, nem sempre eles acontecem no momento da necessidade. Há uma crença de que certas habilidades já estariam presentes e de que basta identificá-las no processo seletivo”, explica Alexandre Santille, CEO da Affero Lab.
Em relação à trajetória profissional percorrida para chegar até a primeira gestão, a maioria dos entrevistados apontou a indicação do gestor direto (40,9%) como o modo mais comum, seguido de troca de empresa (27,6%) e processo seletivo interno (14,5%).
Expectativas e Angústias
O estudo também mapeou expectativas e angústias relacionadas à primeira gestão. No campo das expectativas, ter mais desafios e responsabilidades relevantes ficou em primeiro lugar (89,3%), seguido de ter que desenvolver pessoas (86,6%), além de ter acesso a decisões estratégicas dentro da empresa (85,8%). Já a maior angústia de quem assume pela primeira vez a função de gestor está associada a alcançar resultados na empresa e atender as expectativas do líder direto (68,1%). Ao serem efetivados no cargo de gestão, o cuidado com o desenvolvimento e a carreira da equipe passa a ser a segunda maior angústia de novos gestores (52,7%). Essa atribuição, que antes era uma expectativa desejada, passa à categoria de angústia após o início na função.
Quando perguntados em quais recursos buscaram apoio para solucionar essas angústias do início da experiência como gestor, apenas 21,5% revelam ter feito algum curso. Em geral, para aperfeiçoar suas habilidades de gestão a maioria buscou apoio em seus líderes (78,6%). Em contrapartida, “buscar o auxílio do RH” (18,3%) ficou em penúltimo lugar, o que demonstra a baixa confiança dos profissionais em se apoiar na área responsável pelo desenvolvimento de pessoas nas organizações, ainda mais se considerarmos que este recurso só não ficou atrás da última opção “Não soube como agir e deixou as coisas acontecerem”.

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