Call x do not call

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Antes de analisar os problemas e oportunidades da lei 13.226 (do not call), publicada no Diário Oficial paulista no dia 31 de dezembro de 2008, que cria o cadastro para bloqueio do recebimento de ligações de telemarketing no estado de São Paulo, devo dizer que este fato se concretizou pelo excesso de reclamações oriundas das muitas ações predatórias que foram praticadas. Predatórias sim, tanto por falta de Ética durante os contatos, quanto por excesso de contatos em curto espaço de tempo concentrados na região da Grande São Paulo. A ABT divulgou que o setor iniciou 2008 com 750 mil trabalhadores, dos quais 250 mil trabalham na cidade de São Paulo, sem contar os que ligam para a cidade de outras regiões.

 

É necessário melhorar conceitos e tecnologia, porque a situação exige em si uma oportunidade. Ter que trabalhar mais qualitativamente do que quantitativamente só irá gerar desemprego para quem não quiser mudar, modernizar seu negócio ou melhorar suas condições de terceirização. As chamadas podem ser dirigidas por um DBM que controle a periodicidade de contatos e dirija-os a públicos fisicamente eqüidistantes, dentro de uma mesma região geográfica ou não. Dessa forma, as operações poderão ser mais lucrativas para quem faz, para quem contrata e/ou terceiriza, assim como para os profissionais incentivados que poderão ganhar melhor, com menor stress.

 

Renegociar bases de contratação poderá levar a uma real situação de parceria entre contratados e contratantes. Assim como ter que investir mais em RH e Endomarketing, visando qualificar e fidelizar Profissionais deverá redundar em maiores ganhos financeiros, a médio e longo prazo, assim como deverá redundar em humanização do ambiente de trabalho. Outra premissa é ter que ‘quebrar’ as atuais rotinas, aquelas que levam às “zonas de conforto”, isso irá aumentar o comprometimento individual e coletivo.

 

Pensando nos contras: Até quando os Profissionais, empregadores e empregados, continuarão reclamando? Até quando as pessoas comuns serão/estarão refratárias às mudanças? Até quando a chamada mídia de massa continuará divulgando só o “negativo” de cada fato? Até quando o “psicológico” de cada situação interferirá mais do que os fatos da situação em si? Até quando os governos continuarão a intervir em meios que podem se auto-regulamentar? Proponho, embasado em tudo o que expus neste artigo, que façamos de 2009 o primeiro Ano realmente Novo para nossas atividades empresariais ou profissionais.

 

Moracy das Dores é responsável pelas áreas comercial, consultoria e treinamento da Trade Call Service e diretor do Sintelmark. ([email protected])