Empregabilidade passa por crise global

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Está dificil para as empresas encontrarem profissionais qualificados para suas necessidades. É o que revela os resultados da nona Pesquisa Anual sobre a Escassez de Talentos, do ManpowerGroup, especialista em soluções de gestão e contratação de pessoas. Foram ouvidos mais de 37.000 empregadores em 42 países e territórios, sinalizando a média global de escassez de talentos em 36%, a mais alta desde 2007(41%). Em 2013 a média foi de 35%.
O gap de qualificação profissional é endêmica e vem se acentuando em praticamente todo o mundo. O estudo mostra os países que mais sofrem com essa situação em 2014. São eles, Japão (81%), Perú (67%), Índia (64%), Argentina (63%) e Brasil (63%). Empregadores na Irlanda (2%), Espanha (3%), Holanda (5%), África do Sul (8%) e Singapura (10%) são os menos propensos a enfrentar essa dificuldade na hora de contratar neste ano.
“No Brasil a situação permanece preocupante. A pequena queda percentual de 68% em 2013 para 63% em 2014 não significa melhora no quadro da empregabilidade. As empresas continuam sem preencher vagas, pois não encontram profissionais com as competências necessárias para os cargos,” afirma Riccardo Barberis, CEO do ManpowerGroup Brasil.
Ainda segundo Barberis, a expectativa não é de melhora nos próximos anos. “Houve investimento recente do governo brasileiro e das próprias organizações em programas de treinamento e cursos profissionalizantes, porém são ações de longo prazo, que ainda não refletem no resultado do estudo”, afirma.
EFEITOS
O estudo global mostrou também que como o cenário vem se agravando, as empresas já têm consciência do impacto que o gap de profissionais capacitados causa aos negócios. As organizações participantes da pesquisa apontam que a escassez resulta diretamente na redução da capacidade de atender adequadamente seus clientes (41%); redução da competitividade e produtividade em geral (40%); aumento da rotatividade de pessoal (27%); e diminuição na criatividade e inovação (24%). “No Brasil, já é discurso comum entre os líderes empresariais a falta de competitividade e a necessidade de aumentar a produtividade para tornar-se atraente no mercado”, acrescenta Barberis, ressaltando que a carência de profissionais pode impactar a Economia do País.