Engajar para crescer

A importância de se ter uma cultura organizacional colaborativa

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Andrea Cavallari
Andrea Cavallari

Autora: Andrea Cavallari

Ainda que o mundo se torne cada vez mais tecnológico e digital, o segredo para o desenvolvimento sustentável de qualquer empresa continua sendo as pessoas. Equipes motivadas, integradas e engajadas ajudam a desenvolver novas ideias, projetos e processos capazes de impulsionar o crescimento de qualquer organização, independente de seu setor de atuação ou tamanho.

Trabalhando lado a lado, como um time, os profissionais ajudam a construir o conceito de colaboração dentro das companhias, contribuindo para a criação de uma cultura organizacional colaborativa. Esse novo posicionamento das empresas precisa, aliás, estar focado em permitir e estimular a troca constante de ideias. Não basta apostar apenas em mudanças visuais para tornar a organização mais “cool” e moderna. É preciso ir além das paredes vibrantes, do dress code casual, da sala de jogos e do happy hour.

Para fomentar a colaboração nas empresas é preciso transformar o mindset, ajustando os hábitos dos líderes e liderados, além de investir em pequenas atitudes para manter o time engajado neste propósito. Alguns conceitos práticos, empregados por companhias com um reconhecido espírito forte de colaboração, indicam o caminho para aquelas que ainda estão buscando implementar ou reforçar essa cultura.

Tudo começa com o presidente ou executivo à frente da companhia. Está nas mãos do líder lançar a visão sobre o tema e ser o catalisador das discussões e debates para que os demais colaboradores consigam se enxergar dentro desse conceito e passem a aplicá-lo. É preciso também promover constantemente a “força tarefa” para solucionar problemas, estimulado o trabalho conjunto entre departamentos e quebrando silos ou times muito hierarquizados.

Os líderes também precisam estar atentos o tempo todo para estimular nos profissionais o espírito de time e reforçar as responsabilidades compartilhadas. Essas atitudes podem ser empregadas em reuniões mais informais e dinâmicas onde todos têm voz – do estagiário ao presidente.

A prática da meritocracia é fortemente expressada e o sucesso dos colaboradores é celebrado como forma de reconhecimento e combustível para motivação. Também é importante o estabelecimento de acordos de cooperação combinados entre departamentos, fortalecendo a “cross functional collaboration” ao invés de prezar pelo excesso de normas e controles. Para a colaboração ainda é importante investir no conceito de portas abertas, com divisórias baixas e proximidade entre líderes e liderados.

Compartilhamento é palavra de ordem em uma cultura colaborativa. Além de documentos que possam ser acessados pelos diversos profissionais envolvidos, decisões e diretrizes também precisam ser dividas com todos. Processos em execução são questionados pelos envolvidos e modificações são incorporadas sempre que necessário, com base no conceito de ágil. Para uma comunicação mais fluida, vale apostar em blogs ou jornais internos, que usem linguagem simples e de fácil entendimento para todos os colaboradores, independente do cargo ou área.

Comunicação é fundamental para alavancagem da cultura colaborativa, principalmente quando se trata de resultados conquistados a partir desse conceito. Pode ser um contrato que foi revisado mais rapidamente com o uso de força tarefa entre departamentos, a satisfação de um cliente que percebe os profissionais engajados e motivados para atendê-lo, uma mudança difícil que foi bem aceita pelo time visto que todos tiveram a oportunidade de dar sua opinião ou simplesmente o fato da equipe se sentir mais energizada com a proximidade dos líderes. Às vezes a mudança é bastante sutil, mas seus efeitos positivos contagiam.

Implementar esses pontos é mais simples do que parece. Pequenas mudanças na rotina são o primeiro passo em busca da colaboração. Com o passar dos dias e com os resultados dessa nova cultura aparecendo, certamente o clima da organização irá se transformar, se tornar mais aberto e produtivo.

Andrea Cavallari é diretora de Emerging Tech Practices na Red Hat América Latina.