Banco Volkswagen agiliza processos

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Em todo o mundo, o mercado de veículos novos é altamente competitivo. Além disso, tem uma característica peculiar: o alto valor envolvido faz com que a participação dos serviços financeiros na aquisição seja historicamente alta e, em alguns mercados, crescente. Em São Paulo, segundo a Associação dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado, sete em cada dez consumidores decidem financiar sua compra. Para conquistar esses clientes, que em 2005 foram responsáveis pela compra de 1,7 milhão de veículos novos, entre automóveis e utilitários, as financeiras apostam cada vez mais em tecnologia. É o caso do Banco Volkswagen, que adotou a ferramenta Toad Xpert, da Quest.


“Processamos todo mês cerca de 20 milhões de transações em plataforma baixa, sem contar os 2 milhões de transações mensais no mainframe”, contabiliza o gerente de Tecnologia da Informação (TI) do banco, Luiz Munari, referindo-se às consultas que as concessionárias de veículos de todo o País fazem aos bancos de dados do Banco Volkswagen, pela Internet, quando recebem um pedido de financiamento. “Qualquer melhora de performance que conseguimos numa transação on-line resulta em um ganho de escala significativo e importante. Quando o consumidor está diante do vendedor numa concessionária, o tempo de resposta menor ou maior da aplicação que analisa a concessão de crédito poderá determinar se ele assinará o contrato conosco ou com outro banco”, completa.


É justamente nesse ponto crítico – o aumento de performance de transações on-line – que o Toad se destaca. O extenso conhecimento das nuances da tecnologia Oracle permitiu à Quest construir uma ferramenta que não só ajuda a escrever consultas SQL com rapidez e precisão, usando uma interface gráfica visual e intuitiva, como faz uma sintonia fina do código, sugerindo ao programador novas e variadas estratégias para melhorar o desempenho das aplicações. E, com a função “debug”, o comportamento e a execução da consulta podem ser acompanhados passo a passo, enquanto ela está sendo executada no servidor – um eficiente substituto para o método tradicional de tentativa e erro.


Desafio de centralização – O Banco descobriu as vantagens do Toad há pouco mais de um ano, quando procurava uma ferramenta que ajudasse a programar consultas mais eficientes aos bancos de dados Oracle. “A chegada do Toad coincidiu com a proposta de reformular alguns sistemas. Na época, operávamos com oito filiais, com bases de dados dispersas, e queríamos centralizar todas as operações de crédito, cobrança e atendimento em São Paulo”, lembra Munari. “De imediato teríamos que atender uma grande massa de usuários, pois só na tarefa de cobrança temos cerca de 100 escritórios de advocacia, que dependem dos dados de nossas bases para trabalhar e representam de 1.000 a 1.200 usuários ativos. Isso sem contar os pontos de atendimento em mais de 300 concessionárias.”


Ao participar do ciclo de trabalho da equipe de TI do banco, o Toad mudou a forma como os programadores e os administradores de bancos de dados escreviam as consultas em linguagem SQL. “Antes do Toad, lidávamos com a codificação das consultas de forma manual. Para testar uma consulta, nós tínhamos que nos basear na experiência e na observação dos tempos, usando cronômetros para testar as codificações e escolher a mais eficiente”, lembra o administrador de Banco de Dados Flávio Fina. “Além disso, gerenciar o código-fonte de consultas armazenadas no Oracle era particularmente difícil porque, uma vez gravado na base de dados, esse código não era mais acessível. Por isso, trabalhávamos com um controle paralelo de versões, baseado em arquivos de texto,” lembra o analista Alexandre Moya.


A disseminação do Toad entre a equipe de desenvolvimento não só aumentou a produtividade dos programadores como liberou o DBA para o estudo de problemas que exigem mais sua atenção e expertise. “Com a ferramenta, o próprio desenvolvedor é capaz de simular o ambiente de execução e estabelecer a melhor estratégia para determinada transação on-line”, explica Fina. “Aqui na empresa todo desenvolvedor com acesso ao Oracle faz uso do Toad.” O gerente Luiz Munari observa que, para quem programa e precisa lidar com bancos de dados relacionais como o Oracle, a grande dificuldade é imaginar como os dados estão relacionados. “O programador nem sempre entende que a consulta SQL inserida dentro do aplicativo afeta bastante a performance do aplicativo.”


Tudo em casa – Um fato que beneficiou o Banco Volkswagen é que praticamente 100% das aplicações críticas para o negócio foram desenvolvidas em casa. Por isso, qualquer ferramenta que aumente a produtividade do pessoal de TI tem impacto direto sobre a performance da empresa. Foi o caso da aplicação em uso pela Mesa de Crédito. “A análise de crédito vem pela internet, solicitada por um de nossos agentes nas concessionárias, por exemplo. Assim que ela entra em nosso banco de dados, um analista começa seu trabalho de análise. Enquanto isso acontece, o cliente está lá, na loja, esperando pela aprovação. O tempo-meta para essa resposta é de 10 minutos, incluídos aí o tempo de consulta às bases de informação de crédito, como Serasa, SPC e Banco Central”, explica Munari.


Outro fator crítico e que afeta o desempenho das transações é a interação com os sistemas de pagamento eletrônico, como o SPB. “Nossos sistemas precisam conciliar as solicitações de transferência de dinheiro com o saldo efetivo das contas bancárias. No SPB, se não houver saldo até o meio-dia, a transferência não é efetuada, e isso poderia significar prejuízo no cumprimento de contratos de financiamento assinados com o consumidor e com as concessionárias”, detalha o executivo. “E realizamos, em média, 2 mil pagamentos por dia.”


Na outra ponta, a dos escritórios de cobrança, os bancos de dados precisam tornar disponíveis os dados sobre contratos e inadimplência, incluindo cópias digitais dos documentos e dos contratos. “Antes da centralização dos bancos de dados, quando um advogado precisava de uma cópia de contrato, tinha que fazer uma solicitação cuja resposta levava dias”, lembra o gerente de TI. “Agora, em questão de segundos, ele vê na tela a cópia digital dos documentos, o que significa mais agilidade mas também uma demanda maior para a equipe de TI em termos de desempenho e disponibilidade das aplicações. Outra demanda que surgiu com a centralização é que não se pode jogar nada fora – tudo tem que estar disponível em bancos de dados históricos, até por questões legais.”