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Bancos já investiram mais de R$ 2 bi em projetos de Open Finance

Carolina Sansão, diretora-adjunta de inovação, tecnologia e cibersegurança da Febraban

Número de consentimentos de clientes no ecossistema passou de 21 milhões, em janeiro de 2023, para 42 milhões em janeiro de 2024, com mais de 1 bilhão de comunicações bem-sucedidas semanalmente

Em três anos de operação do Open Finance no Brasil, completados no início deste mês, as instituições representadas pela Febraban – Federação Brasileira de Bancos já investiram mais de R$ 2 bilhões no projeto. Neste último ano de operação, a entidade constatou em suas pesquisas um crescimento expressivo do ecossistema, com o número de consentimentos evoluindo de 21 milhões, em janeiro de 2023, para 42 milhões em janeiro de 2024, um crescimento de 100% no período. Atualmente, segundo a Febraban, mais de 1 bilhão de comunicações bem-sucedidas ocorrem todas as semanas, “tornando o Open Finance brasileiro o maior do mundo, tanto em escopo de dados, como em volume de chamadas”.

A infraestrutura funciona no Brasil sob regulação do Banco Central. O sistema trabalha por meio de APIs (interfaces de programação de aplicações), que fazem a conexão entre as instituições participantes e permitem a troca de informações entre elas de uma maneira padronizada. O cliente dá o seu consentimento para o compartilhamento de suas informações, que deverá ser usado pela instituição somente para a finalidade específica na qual foi autorizada e dentro de um período escolhido, não podendo qualquer instituição fazer o uso das informações para outra finalidade.

As informações compartilhadas entre os bancos são usadas para oferecer ao consumidor melhores ofertas de produtos e serviços personalizados e com melhores custos. Atualmente, há uma variedade de produtos e serviços sendo ofertados ao cliente, entre eles, de agregadores financeiros, para iniciação de pagamentos, soluções para ofertar melhores propostas de crédito, e serviços voltados para cashbacks e tarifas.

“O engajamento dos bancos, por intermédio da Febraban, tem sido determinante para a implantação do Open Finance no Brasil. Hoje contamos com mais de 120 colaboradores dos bancos atuando diretamente na convenção do Open Finance, além das mais de 200 pessoas envolvidas nas agendas, e uma governança interna com mais de 20 grupos de apoio à implementação. Os resultados dos 3 anos de projeto no Brasil demonstram a expectativa e a confiança depositada pelo consumidor nesta nova revolução do sistema financeiro nacional” explicou Carolina Sansão, diretora-adjunta de inovação, tecnologia e cibersegurança da Febraban.

Novidades no sistema

De acordo com a executiva, os participantes entram no 4º ano de Open Finance com evoluções importantes previstas, tanto para melhoria do sistema já feito quanto para implementação de novas funcionalidades, principalmente no ambiente de meios de pagamentos. Dentre as evoluções de pagamento, destacam-se as seguintes:

Transferências inteligentes: será possível realizar investimentos inteligentes ou proteção contra o uso desnecessário de cheque especial, de forma programável e automática, sendo as movimentações permitidas entre contas do mesmo cliente. Agendamentos recorrentes: poderão ser agendados os pagamentos que têm valor fixo, como mesada, professor particular, entre outras remessas. Pix Automático: será possível realizar pagamentos de serviços públicos, assinaturas, escolas, academias, aluguel, seguros e até mesmo as cobranças de pagamento de operação de crédito. “Essas novas funcionalidades geram valor ao mercado como um todo, e principalmente aos clientes, com um maior leque de opções para que organizem suas finanças e também para as instituições, permitindo a inclusão de novas funções em seus negócios”, afirmou Carolina.

As outras fases do Open Finance

O pontapé inicial da implementação da infraestrutura, a princípio batizado como Open Banking, foi dado em 1º de fevereiro de 2021, com o compartilhamento de informações sobre seus canais de atendimento. Nesta 1ª fase também entraram os dados e as características sobre os produtos e serviços oferecidos, como, por exemplo, tipos de contas, empréstimos e financiamentos que cada um dos participantes oferece ao seu cliente.

A 2ª fase foi implementada de forma escalonada. Em uma primeira etapa, as instituições começaram a iniciar as trocas de informações cadastrais dos clientes, como endereço, renda e dados pessoais. E depois foi a vez da troca de informações relacionadas a contas de movimentação, seguido do intercâmbio de informações de operações de crédito e de cartões de crédito. Enquanto a 3ª fase permitiu que o cliente esteja apto a iniciar pagamentos de contas e transferências bancárias fora do internet banking ou do aplicativo do banco, por meio de um aplicativo intermediário.

Segundo a diretora, o trabalho realizado até o momento está dentro do esperado pelos bancos, dada a complexidade do projeto, que passou por ajustes em seu calendário, necessários dentro de uma infraestrutura dessa magnitude e em execuções dessa dimensão. “A quantidade de produtos e serviços disponíveis já está gerando benefícios para o cliente. Estamos agora voltados à fase 4, uma etapa que traz novos desafios, porque abrange uma camada de novos produtos, ampliando a lista de opções para o compartilhamento de dados, como, investimentos, câmbio, entre outros.”

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