Brasil está entre os países mais otimistas

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O otimismo entre as empresas privadas de capital fechado (privately held business, ou PHBs, em inglês) de todo o mundo caiu 56% em relação a 2008, passando de +40% para -16%, segundo a pesquisa da Grant Thornton International, representada no Brasil pela Terco Grant Thornton. O índice entre as empresas brasileiras, no entanto, é de +50%, o que coloca o país como o 4º mais otimista do mundo. Na pesquisa anterior, o Brasil aparecia em 11° lugar, com +69%.

 

“Há vários fatores que levaram os empresários brasileiros a ser otimistas”, explica Mauro Terepins, presidente da Terco Grant Thornton. “O crescimento econômico registrado no país nos últimos anos, a estabilidade monetária e um sistema bancário organizado e sólido dão grandes oportunidades ao Brasil”, afirma.

 

A pesquisa ouviu executivos de sete mil empresas de 36 países e esta foi a primeira vez, desde 2003, que é registrado um índice negativo. O consenso entre os pesquisados é que haverá uma queda na demanda em todo o mundo. Quando foi solicitado que os empresários identificassem o fator que causa mais apreensão, 33 das 36 economias mencionaram, em primeiro lugar, a queda na demanda. A falta de crédito aparece como fator secundário.

 

Apesar do pessimismo, a pesquisa identificou 11 países otimistas com as suas próprias economias. Regionalmente, a União Européia aparece como a mais pessimista (-38%). A América Latina registrou +11% e a Ásia ficou com +39% e, apesar de positivos, estes índices são inferiores aos registrados em 2007.

 

Das quatro maiores economias do mundo, as PHBs dos Estados Unidos e da China, que movimentam, juntas, 32% do mercado, mostraram uma grande diferença: enquanto os norte-americanos marcam -34% no índice, os chineses ficam, com +30%. Igualmente, Japão e índia, que contribuem com 11% do mercado, marcam -85% e +83%, respectivamente.