Crise? Tecnologia nela!

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Autora: Flávia Pollo

 

Não se pode mais negar: a tempestade econômica chegou e ainda está forte nos Estados Unidos e Europa. Por aqui, ainda que leve, já faz vítimas. Os números de outubro, novembro e dezembro do ano passado e os primeiros números deste ano traduzem o inquestionável recuo da produção industrial e do nível de emprego. Mas não apenas isso, também cresceu, nos últimos dois meses de 2008, o bloco dos brasileiros virtualmente incapacitados de pagar as próprias dívidas.

 

Segundo pesquisa do TeleCheque, empresa especializada na concessão de crédito no varejo, o bloco dos inadimplentes ganhou a adesão dos brasileiros com renda acima de quatro salários mínimos, que, antes, vinham honrando seus compromissos financeiros. Em 2009, o quadro parece não melhorar.

 

O comportamento dos consumidores sinaliza que os problemas de liquidez começam a afetar aqueles que, até aqui, tinham maior acesso ao crédito. E, em tese, a toda uma linha de produtos e serviços, inclusive de telecomunicações.

 

O fantasma da inadimplência assombra as operadoras, que, da noite para o dia, veem aumentar a sangria de receitas. Mas, pelo menos no caso delas, não precisa ser assim. A tecnologia oferece ferramentas capazes de ajudar as operadoras de serviços de telecomunicações a promover a gestão inteligente e produtiva do negócio, apesar da crise.

 

Soluções que consigam monitorar a receita em toda a cadeia, identificando e auxiliando no processo de correção, são verdadeiras vacinas contra a crise. Estas soluções devem considerar todos os tipos de Receita (Própria, Co-Billing, SVA e Interconexão) cobrindo desde o controle das chamadas realizadas até o processo de faturamento e cobrança, considerando toda a complexidade das ações de marketing, regulatórias e tributárias/fiscais.

 

É importante ressaltar que a grande aposta das operadoras está na receita de Serviços de Valor Agregado (VAS e dados). Estranhamente, porém, ainda hoje – no Brasil – a receita desses sistemas equivale a apenas 15% do faturamento total, contra os 30% a 40% registrados na Europa e em outros países onde este mercado já está desenvolvido.

 

Dessa forma, uma solução especializada que permita a flexibilidade para a configuração de diversas modalidades de negócio com parceiros, tracking de diversos tipos de eventos em toda a cadeia e exatidão no cálculo dos repasses é fundamental para o acréscimo da receita e bom relacionamento entre as entidades envolvidas.

 

É possível, ainda, planejar investimentos e definir a estratégia em todas as áreas, com enorme margem de acerto, graças às soluções tecnológicas que permitem conhecer o perfil de consumo dos assinantes, fator importante para orientar o design dos produtos e serviços, e, ainda, a estratégia de marketing para captar, reter e fidelizar clientes. Tudo isso sem falar na recuperação de receita, por conta da sumária eliminação da inadimplência e reintegração dos assinantes afastados. O momento é de crise? Tecnologia nela!

 

Flávia Pollo é gerente de negócios de telecomunicações da Triad Systems.