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São Paulo, Brasil - 26 de fevereiro de 2024, 05:41

O apoio da inteligência artificial para revolucionar o consumo alimentar

Daniela dos Reis Vajda, gerente de trade marketing da NotCo

Executiva da NotCo expõe a trajetória da foodtech que cresce com inovação e foco no cliente

O mercado de alimentos vive um momento de grande transformação. O que até pouco tempo era visto como tendência, cada vez mais se torna uma realidade, com os chamados “flexitarianos”, aqueles que dedicam pelo menos um dia da semana ao não consumo de produtos à base de proteína animal, unindo-se aos vegetarianos e veganos para formar um mercado potencial que cresceu 70% junto aos consumidores globais desde 2017. Reflexão desse cenário é a expansão da foodtech NotCo. Criada há sete anos, no Chile, a startup já alcança 12 países no continente americano com sua proposta de oferecer multicategorias de alimentos plant-based, ou seja, que se utilizam apenas de ingredientes de origem 100% vegetal. Utilizando um sistema de inteligência artificial, a empresa cria produtos com sabores e texturas dos alimentos à base de proteína animal. Explicando de que forma esses produtos têm chegado à mesa dos brasileiros, Daniela dos Reis Vajda, gerente de trade marketing da NotCo, foi a convidada, hoje (12), da 681ª edição da Série Lives – Entrevista ClienteSA.

Iniciando pelo conceito de plant-based que norteia toda a atuação da empresa no mercado, Daniela explicou que são alimentos elaborados 100% à base de plantas, visando revolucionar a indústria de alimentos com base em sustentabilidade e preocupações humanitárias. Tudo partiu de uma pergunta do fundador, Matias Muchnick, sobre como será possível proporcionar alimentação para as 10 bilhões de pessoas previstas como população mundial daqui a 50 anos. A ideia, então, foi criar uma ferramenta de inteligência artificial capaz de acelerar o processo de desenvolvimento de alimentos plant-based, fazendo surgir o Giuseppe, algoritmo que analisa centenas de milhares de informações sobre ingredientes vegetais que compõem o banco de dados da startup. “Ele mapeia essas moléculas e as de alimentos com proteína animal para construir receitas originais à base de plantas que garantam a mesma experiência sensorial, o que fez surgir o nosso primeiro produto, no Chile, que foi a maionese NotMayo.”

De acordo com a gerente, esse algoritmo é capaz de decodificar o DNA dos elementos que compõem o universo vegetal, citando outro exemplo que é o NotChicken, resultado da combinação de inúmeros vegetais, entre eles morango e pêssego. “A solução de IA compreendeu que essas frutas na combinação com outras resultam na textura e no sabor do frango. Nesse sentido, é importante ressaltar o grau de relevância do sabor do alimento, porque é este que conduz à emoção que nos liga aos produtos que consumimos. Ao fazer a troca, é fundamental que a pessoa continue tendo a mesma sensação causada pelo produto elaborado com base animal.” Nessa linha, Daniela explicou que, por isso mesmo, a proposta da NotCo mira tanto o consumo dos vegetarianos e veganos, quanto dos “flexitarianos”, pessoas que, pelo menos uma vez por semana, excluem produtos de origem animal em sua dieta. Ela mencionou uma pesquisa realizada junto ao Good Food Institute, parceiro da foodtech, segundo a qual 53% da população brasileira já têm adotado essa proposta da flexibilidade semanal. No final, somando os três tipos de consumidores, ela assegura que se chega a um potencial de mercado de 90% dos brasileiros para a empresa.

A executiva apontou também uma pesquisa da Euromonitor segundo a qual o mercado global para produtos plant-based cresceu 70% nos últimos cinco anos, o que considera como a confirmação de que esse novo mercado não se configura mais como tendência, mas realidade ancorada na adesão crescente dos consumidores. Fator que pode explicar a expansão da foodtech. Em pouco mais de sete anos de existência já atua em 12 países nas Américas, incluindo os Estados Unidos. No Brasil, onde chegou em 2019, já alcança mais de dois mil pontos de vendas. Ao ser indagada sobre a forma de atuação da startup no mercado, Daniela explicou que, embora tenha nascido como fornecedora direta ao consumidor final, a vertente B2B deverá dividir esse esforço de vendas. “Para nós, a parceria com o mercado food service é fundamental. Primeiramente como estratégia de construção de marca e ,depois, pelo próprio potencial de receita que essa vertente representa.”

Ao falar dos desafios de adaptação regional pelas características diferenciadas das matérias-primas prevalecentes, a gerente destacou o exemplo do NotMilk, que, no Brasil, é elaborado a partir da proteína de soja não transgênica. Assim como tendo de levar em conta as distinções entre os paladares locais. O NotBurguer brasileiro tem de ser adaptado com outras combinações do vendido no Chile, por exemplo, onde o sabor exigido é bem característico da carne de churrasco. Para isso, explicou ela, existe uma variedade de times em torno do Giuseppe, formados por especialistas em IA, ciência de dados, chefes de cozinha, para se chegar à formulação final dos produtos. “O algoritmo é apenas uma ferramenta de aceleração, que nos proporcionou reduzir de 18 para três meses esse trabalho. Mas as pessoas continuam sendo fundamentais no processo de criação.” Houve tempo ainda para Daniela detalhar as categorias de alimentos nas quais a empresa já tem avançado, com seus derivados, somando mais de 20 produtos, além de descrever as estratégias para romper as barreiras à disseminação desse novo tipo de consumo, a força das mídias sociais para essa proposta e os caminhos para obter os insights dos consumidores, entre muitos outros temas.

O vídeo, na íntegra, está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 680 lives realizadas desde março de 2020. Aproveite para também se inscrever. A Série Lives – Entrevista ClienteSA prosseguirá amanhã (13), recebendo Antonio Baltar Jr., diretor de vendas, marketing e serviços da Ford, que abordará a nova jornada digital com o cliente no centro; e, encerrando a semana, o Sextou debaterá o tema “Inovação: Como fazer a diferença na CX?”, reunindo Juliana Monteiro, vice-presidente de incorporação da Mitre Realty, Charles Schweitzer, diretor de inovação do Grupo Carrefour Brasil, Maurício Martinez, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Porto e Romeu Escolastico Neto, gerente sênior de marca e trade marketing da Suvinil.

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