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Os perigos do compartilhamento de senhas pessoais

Alessandro Cogliatti, diretor de experiência do cliente da SulAmérica

Alerta vem acompanhado de dicas para quem quer se prevenir contra possíveis invasões e fraudes 

Autor: Alessandro Cogliatti

“Pode me emprestar a sua conta daquele serviço de streaming?” “Divide comigo o seu aplicativo de músicas?” “Qual a senha do seu Wi-Fi?”… Se tivéssemos consciência dos riscos que corremos ao dividir senhas, pensaríamos duas vezes antes de fazê-lo, mesmo com pessoas de confiança, como familiares, amigos ou até mesmo prestadores médicos.

Segundo uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela Mastercard, 1 em cada 4 brasileiros compartilham senhas com outras pessoas e ⅓ da nossa população anota ou salva a senha no celular. Essas práticas, aparentemente inofensivas, podem facilitar o acesso de criminosos a diversas contas privadas. Mas como? Outra pesquisa, conduzida nos EUA pelo instituto The Harris Poll em parceria com o Google, mostrou que 66% das pessoas reutilizam as senhas em diversos cadastros, ou seja, ao dar acesso a uma única senha, você facilita a obtenção dos seus dados e abre uma série de possibilidades de uso indevido do seu nome, o que pode acarretar em incontáveis problemas. Isso sem contar que, para algumas das situações mencionadas no início deste artigo, o compartilhamento de senhas é caracterizado como crime.

Este problema de segurança que, atualmente, afeta diversos segmentos de negócios, também é um ponto delicado no mercado segurador, pois essa atitude, muitas vezes, impensada, pode comprometer a segurança da rede e proporcionar um ambiente atraente para pessoas mal intencionadas. Agora, partindo da raiz do problema, precisamos entender: por que os beneficiários compartilham seus acessos?

Não sabemos exatamente. Talvez, seja alguma limitação com o uso de tecnologias e por isso pedem ajuda a terceiros, ou ainda porque as próprias clínicas, ou prestadores em geral se oferecem para ajudar o segurado, com o discurso de desburocratizar o processo, como por exemplo,  a solicitação de reembolso, em que o prestador intermedia a solicitação em lugar do beneficiário, e para tanto, é necessário a concessão dos acessos ao aplicativo Saúde ou Odonto. Independente do motivo, precisamos que todos os nossos beneficiários saibam o perigo que correm ao realizar esta ação.

O que pode acontecer se alguém acessar a minha área logada ou aplicativo do meu plano de saúde? 

O plano de saúde, como sabemos, é um benefício de uso pessoal e intransferível,  cedê-lo a terceiros é crime. Partindo do princípio que a sua área logada é uma extensão do seu benefício, consentir que outra pessoa acesse o seu cadastro, independentemente da finalidade, está errado. Além do mais, no ambiente logado, existem dados cadastrais sensíveis, (aqui uma atenção especial à LGPD- Lei Geral de Proteção de Dados) que podem ser manipulados pelos detentores dos acessos, proporcionando um ambiente propício para o cometimento de fraudes junto ao plano de saúde,  sendo que quem responderá é o beneficiário.

Já imaginou ser responsabilizado por algo que você sequer sabia que poderia acontecer por causa de um simples compartilhamento de senhas? Mas fique tranquilo, este alerta vem acompanhado também de algumas dicas para se prevenir de possíveis invasões e fraudes contra o seu benefício:

  • Utilize senhas fortes com caracteres especiais e letras maiúsculas, evitando sequências numéricas e sua data de nascimento;
  • Varie o máximo que puder de uma senha para outra;
  • Cadastre a Biometria Facial em seus Aplicativos;
  • Utilize um gerenciador de senhas;
  • Nunca compartilhe suas senhas, e se tiver dúvidas sobre como realizar qualquer solicitação referente ao seu benefício, entre contato com a seguradora responsável. 

Espero que esse artigo tenha sido útil, e diferentemente das senhas, peço que compartilhe essas dicas também com os seus dependentes, familiares e amigos. Assim, garantimos que todos usem bem seus benefícios.

Alessandro Cogliatti é diretor de experiência do cliente da SulAmérica.

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