Pesquisa revela otimismo de executivos

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Para compreender melhor as motivações dos líderes empresariais brasileiros, a Empreenda Consultoria, em parceria com a HSM, realiza a segunda edição da pesquisa “Sonhos e Pesadelos dos Líderes Empresariais Brasileiros”. O estudo aponta que 78% dos executivos pesquisados acreditam que o período de 2011 a 2015 será melhor que o dos últimos cinco anos, principalmente devido ao crescimento e ao amadurecimento da economia nacional, além da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil.
 
Quando questionados sobre a expectativa de crescimento de suas empresas, metade dos entrevistados prevê um crescimento de mais de 10%, mostrando um otimismo por parte dos executivos 4% maior que na pesquisa anterior.
 
Embora com boas perspectivas para o crescimento das empresas, os executivos mostram grande preocupação nos processos sucessórios e formação de líderes: 71% dos entrevistados pensam que não têm líderes suficientes para sustentar suas estratégias de crescimento nos próximos três anos – em 2009, esse número foi de 63%. “A pesquisa ilustra um apagão de liderança nas empresas, que continuam formando líderes para uma realidade que já não existe mais. Precisamos formar líderes para o futuro e não olhando pelo o espelho retrovisor”, diz César Souza, CEO da Empreenda.


Para amenizar esse déficit, os executivos apostam em programas de capacitação e na identificação de pessoas com perfil de liderança dentro das próprias empresas.


A retenção de talentos em 2011 também é grande motivo de preocupação: 66% acreditam que o aquecimento do mercado, a falta de profissionais qualificados e ofertas de salário acima da média são fatores que promovem a evasão dos bons colaboradores.
 
Para Marcos Braga, presidente da HSM, o estudo serve de alerta para os executivos se preocuparem mais com o preparo de sua equipe: “O Brasil precisa vencer ainda algumas etapas para encarar o período de prosperidade que potencialmente nós temos. E isto só será possível por meio da capacitação das pessoas em todos os níveis da organização”, conclui.
 
Mais de 600 executivos participaram desse levantamento, sendo quase metade presidentes de empresas, em sua maioria, homens com mais de 48 anos oriundos.