Preço é o fator decisivo na escolha das farmácias

Pesquisa da Febrafar mostra que 87%% dos consumidores participam de algum programa de fidelidade junto esses estabelecimentos

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Edison Tamascia
Edison Tamascia

Os consumidores das farmácias priorizam os preços baixos e programas de fidelidade nas compras nestes estabelecimentos e alteraram alguns hábitos em função da pandemia. Isso é o que aponta a Pesquisa Sobre o Comportamento do Consumidor de Farmácia no Brasil – Edição 2021, realizada pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (Ifepec), junto a 4 mil brasileiros, logo após o ato de compra.

Trazendo percepções sobre um dos principais setores da economia e acontecendo pelo quinto ano seguido, a pesquisa apontou: quanto perguntados sobre o principal fator para a escolha de uma farmácia, 75,4% dos entrevistados afirmaram que o preço foi primordial na decisão. Além disso, 14,9% indicaram a localização como fator mais importante para a escolha, seguido por disponibilidade de estoque (5,1%), possuir atendimento da Farmácia Popular (2,4%%), o bom atendimento (1,1%) e a facilidade de estacionar (0,9%).

Um dado relevante da sondagem surge em relação ao fator “pesquisas de preços” por parte dos consumidores: 88,4% dos entrevistados afirmaram que não costumam realizar essa ação antes das compras, 8,7% não pesquisam preços naquele dia específico, mas que costumam fazê-lo antes, 1,8% pesquisam naquele dia e 1,1 pesquisaram via Web. E, reforçando a importância de obter melhores condições de compra para esse público,  86,8% dos entrevistados informaram participar de algum tipo de programa de fidelidade junto às farmácias.

Novo comportamento do consumidor na farmácia
Ao serem  questionados se ocorreram alterações nos hábitos de compra de medicamentos ao longo da pandemia, 75% dos entrevistados afirmaram positivamente. A principal mudança, citada por 49,7% dos entrevistados, foi a redução de visita às farmácias. Resultado esperado devido às restrições de locomoção vigentes na época da pesquisa. Em contrapartida, 21% dos entrevistados afirmaram terem comprado mais por WhatsApp no período.

O levantamento registrou, ainda, que 81% dos consumidores haviam adquirido todos os medicamentos que queriam. Porém, dos 19% que não adquiriram totalmente ou parcialmente os produtos desejados, o principal motivo para essa ruptura foi a falta de estoque do produto na farmácia (70,6%) e 25,2% deixaram de comprar por questões financeiras.

“A realização dessa pesquisa no decorrer dos anos vem se mostrando uma ótima ferramenta de apoio na tomada de decisões, retratando de forma real o comportamento dos consumidores nos agrupamentos de farmácias de cada região. É imprescindível dispor de dados para estruturar os melhores rumos a serem tomados”, avalia Edison Tamascia, presidente da Febrafar.

Todo o desenvolvimento do material foi coordenado pelo Ifepec, em parceria com o NEIT – Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia, do Instituto de Economia da Unicamp. Para a realização do levantamento foram entrevistados, até o mês de fevereiro de 2021, quatro mil consumidores nas ruas, após efetuarem suas compras em farmácias, selecionados de acordo com os agrupamentos a qual pertencem, segundo dados da IQVIA.