Intervalor prevê aumento de 25% nas negociações on-line

Contatos digitais, que já haviam crescido três vezes em 2020, se devem às facilidades e flexibilização para quitação de dívidas

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Felipe Santos, diretor de operações da Intervalor
Felipe Santos, diretor de operações da Intervalor

A Intervalor, que já havia registrado o triplo de interações dos clientes pelos canais digitais no ano passado, em relação a 2019, projeta um crescimento de mais 25% este ano. Ao comprovar a adesão dos consumidores aos canais on-line de negociação de dívidas, a organização atribui o fato à realidade de que 70% da população brasileira está endividada, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) promovida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com Felipe Santos, diretor de operações da Intervalor, este ano a companhia lançou o Recalibra, uma solução para negociação de dívidas sob medida. “Ao olhar para o consumidor de forma individualizada, a plataforma recomenda, como um concierge, a melhor opção de pagamento de acordo com seu perfil, momento de vida e necessidades”. Até o lançamento desse recurso, a estratégia de negociação era baseada em um conjunto de variáveis históricas do consumidor, proveniente de diferentes fontes, que os agrupava de acordo com características semelhantes; como por exemplo, a propensão de pagamento de uma dívida.

“Temos alguns fatores que explicam o aumento das interações on-line para negociação de dívidas: atualmente, há mais operações com canais digitais disponíveis para negociação gerando aumento da aderência dos clientes, como o Recalibra. Assim como em outros setores, como varejo por exemplo, os clientes passaram a estar mais propensos a aderir ao atendimento digital desde o começo da pandemia”, esclareceu o executivo.

A Intervalor atesta que os credores têm disponibilizado opções mais flexíveis de negociação, e isso atraiu a atenção dos clientes. “Somado a isso, o ambiente de incertezas que a pandemia trouxe fez com que as pessoas se preocupassem mais em resolver as suas dívidas”, finaliza Felipe.