VP e cofundador da Amakha Paris detalha como, a partir de um perfume de bolso, democratizaram o acesso a perfumaria e construiram um ecossistema com milhões de revendedores
Com a proposta de democratizar a perfumaria fina, Makha Paris acabou transformando o perfume de bolso em uma oportunidade de negócio para milhões de brasileiros. Inovando com embalagens de 15 ml, que desafiaram os padrões tradicionais da perfumaria, a companhia construiu uma rede de revendedores, ampliou seus canais de venda e consolidou um modelo centrado na experiência do consumidor. Hoje, reúne mais de 120 fragrâncias e um portfólio de cerca de 600 produtos, mantendo a inovação e a agilidade como pilares para sustentar a expansão, como garantiu Alessandro Lemos, vice-presidente e cofundador da Amakha Paris, hoje (23), na 1361ª edição da Série Entrevista ClienteSA.
Voltando no tempo, o executivo contou que tudo começou em 2017. Empreendedores em um momento de transição, precisando de uma ideia disruptiva na qual investir para recomeçar, Alessandro e sua irmã, Denise Lemos, cofundadora da empresa, procuraram um nicho dentro da área de perfumaria e cosméticos, em que ela já tinha experiência. Foi então que, pensando em criar um produto de qualidade, mas a um preço acessível, lançaram um perfume concentrado com fragrâncias importadas, em um vidro com 15 ml. Esse produto chegou ao mercado na contramão das práticas estabelecidas. Enquanto grandes indústrias ofereciam kits caros e embalagens sofisticadas, a empresa trouxe uma proposta radicalmente diferente, com acessibilidade e qualidade premium. E a estratégia funcionou. Em pouco tempo haviam transformado o perfume de bolso em tendência de mercado. “Chamamos de ‘ouro líquido’. Ele tem permitido que muitas pessoas ganhem dinheiro. Com esse perfume democratizamos o acesso à perfumaria fina e temos oportunidade para revendedores. Em três anos já tínhamos 2,5 milhão de pessoas em cadastro se propondo a revender nosso produto.”
Mas a inovação de produto é apenas parte da história. A Amakha Paris construiu um modelo de negócio centrado na experiência do cliente em múltiplas camadas. A empresa opera em omnicanalidade, oferecendo e-commerce, marketplace, venda consultiva porta-a-porta e pontos de venda em varejo. “É o consumidor quem determina a jornada, não a empresa. Aqui ele pode adquirir nosso produto em uma venda consultiva, no porta-a-porta, ou por meio do celular ou computador na conveniência de receber dentro de casa.”
Ele destacou também que a empresa investe continuamente em treinamento, lives, seminários e eventos presenciais para os revendedores. Um dos cruzeiros marítimos organizados pela marca, realizado em março, reuniu histórias de famílias que tiveram as vidas transformadas pela oportunidade de renda. “Revendedores podem obter até 100% de lucro, um retorno exorbitante se comparado ao mercado tradicional. Essa generosidade com parceiros cria lealdade e diferenciação competitiva.”
Olhando para o futuro, o executivo enfatiza que a velocidade é não-negociável. “O que é bom hoje, amanhã já pode não ser mais. Por isso, nosso segredo permanece o mesmo desde 2017, ou seja, o consumidor é quem manda e cabe a nós continuar inovando para acompanhar suas mudanças”. O que explica a expansão de portfólio. De seis perfumes para mais de 120 fragrâncias e um total de cerca de 500-600 produtos, incluindo linhas capilar, corporal, nutracêuticos (suplementos) e itens para presente. O vídeo, na íntegra, está disponível no nosso canal do YouTube, o ClienteSA Play, junto com as outras 1360 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 4,2 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever. A Série Entrevista ClienteSA continua amanhã (24), recebendo Alexandre Galana Jr., CEO e cofundador da Yattó, falando do impacto da visão cliente na economia circular.




















