Confiança do consumidor avança 2,3%

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A antecipação da primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas e o arrefecimento dos atos de violência colaboraram para a retomada do otimismo entre os consumidores da cidade de São Paulo. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) avançou 2,3% em setembro no contraponto a agosto e alcançou 131,6 pontos. Na comparação com o mesmo período de 2005, o aumento foi de 20,2%, quando o ICC registrou 109,5 pontos.

Segundo o presidente da Fecomercio, Abram Szajman, o resultado reflete a política de transferência de renda e o adiantamento da liberação da primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas. “Esse acréscimo na renda aumenta a propensão do indivíduo a comprar e melhora o humor do consumidor”, explica.

É importante ressaltar que este fator também serviu para amenizar o impacto negativo que os atos de violência praticados em São Paulo tiveram no índice. Na coleta de dados realizada no dia 11 de agosto, posterior aos ataques, o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) registrou queda de 4%.

Expectativa – O desempenho do ICC em setembro foi influenciado tanto pela melhora na percepção dos consumidores em relação às condições econômicas atuais, quanto no futuro, de modo particular entre os que ganham menos de 10 salários mínimos.

O ICEA, que mede o grau de otimismo do consumidor em relação ao presente, cresceu 4% em relação ao mês anterior e atingiu 125,1 pontos. Em setembro, a avaliação do público com ganho inferior a 10 salários mínimos evoluiu 6,5% e atingiu 125,1 pontos, enquanto na parcela com vencimentos superiores se manteve praticamente estável – variação negativa de 0,6% – totalizando 124,9 pontos. Esta é a primeira vez em toda série histórica que o otimismo dos que ganham menos de 10 salários mínimos, até então tradicionalmente mais pessimistas, emparelhou-se ao otimismo dos que têm rendimento superior.

Já o IEC, que indica a percepção do consumidor em relação ao futuro, variou 1,3%, comparado ao mês anterior e atingiu 135,9 pontos. Neste caso, os resultados foram diferentes entre as faixas de renda: alta de 5,3% entre os de rendimentos inferiores a 10 salários mínimos, totalizando 133,3 pontos, e queda de 5,7%, atingindo 140,5 pontos, entre os que detêm renda superior. Este cenário resulta da grande cautela que os consumidores com vencimentos mais altos têm em avaliar a situação do Brasil no médio prazo.