O canal para quem respira cliente.

Hábitos de consumo do brasileiro

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on linkedin



A despeito da crise financeira internacional, o bom momento que a economia brasileira experimentou entre janeiro e setembro de 2008 permitiu o aumento da renda familiar em todas as classes sociais. Nas camadas D/E, a receita familiar avançou de R$ 580 para R$ 650, crescimento de 12%. Nas classes A/B, o aumento foi de 16,5%, passando de R$ 2.217 para R$ 2.586. Na classe C, por sua vez, que reúne atualmente a maior parcela da população brasileira, a renda familiar mensal subiu de R$ 1.062 para R$ 1.201 na comparação entre 2007 e 2008, um incremento de 13%.

 

Os dados fazem parte do Observador Brasil 2009, pesquisa da Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas, em conjunto com a Ipsos. A pesquisa seguiu o Critério de Classificação Econômica Brasil – CCEB. Focado nos hábitos de consumo da população, esta é a quarta vez que o estudo é realizado no Brasil. Localmente, foram entrevistadas 1.500 pessoas, de 70 cidades, aí incluídas as nove regiões metropolitanas.

 

De acordo com o estudo, a distribuição da população brasileira por classes de consumo se manteve estável, o que indica a consolidação das mudanças ocorridas nos últimos anos. E em especial, ao avaliarmos os resultados de acordo com o cenário econômico global, a manutenção da pirâmide pode ser encarada como um resultado positivo, pois indica a consolidação de um processo de ganho de toda a sociedade.

 

Em relação aos hábitos de consumo, a pesquisa identificou que, na categoria de gastos essenciais, as despesas com supermercado (alimentação) continuaram respondendo pela maior parte dos desembolsos em todas as classes sociais, e são os mais altos. Quanto aos gastos não essenciais, foi observado um aumento das despesas com vestuário e telefones celulares.

 

Um dos itens da pesquisa trata da intenção de compra dos entrevistados e, em relação aos anos anteriores, em 2008 a pretensão de aquisição de bens apresentou discreta queda, inclusive nas classes A/B. Esse movimento pode ser explicado pelo fato de a pesquisa ter sido conduzida em dezembro, portanto, após o início da crise financeira internacional. As classes D/E apresentaram a menor pretensão futura de compra e, quando concretizadas, em sua maior parte deverão ser pagas de forma parcelada.

 

A respeito do cenário previsto para 2009, a maior parte dos entrevistados disse estar otimista. Ao comparar o resultado do Brasil com o de outros países onde pesquisas semelhantes foram realizadas, observa-se que apenas o Brasil e a Polônia deram em 2008 notas maiores do que nos anos anteriores.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima