Qual a opinião do cliente?

Comunidades online usam plataforma virtual para analisar comportamentos de consumidores de grandes marcas

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Suzana Villaverde, gerente de comunidades online da Ipsos Brasil
Suzana Villaverde, gerente de comunidades online da Ipsos Brasil

Oferecer às marcas uma plataforma monitorada onde elas possam ouvir sem filtro as opiniões e necessidades de seu público-alvo é a ideia por trás das comunidades online. O formato de pesquisa, implementado há oito anos pela Ipsos no Brasil, cria um ecossistema de conversas orgânicas, como se acontecessem na sala de casa dos participantes, mas também qualificadas, ao explorar temas com uma profundidade que poucas vezes o cotidiano permite.

As comunidades online oferecem uma estratégia personalizada e profunda na compreensão de atitudes e estilos de vida, permitindo atividades de pesquisa direcionadas. Elas funcionam como uma grande rede social, com o ambiente pensado para ser fácil e estimulante, encorajando o engajamento dos membros. Os moderadores alimentam as comunidades com conteúdos diversos – materiais multimídias, enquetes, tópicos de discussão, live chats etc. – e acompanham de perto as percepções e interações entre os participantes.

Toda comunidade online é única e pensada com o objetivo de atender as necessidades individuais de cada cliente. Uma empresa de cosméticos, por exemplo, criou uma comunidade na Ipsos para acompanhar como a pandemia alterou a forma de se fazer as unhas. Já um cliente da área de tecnologia criou uma comunidade com membros de 6 países para entender melhor o desejo de pertencimento a diferentes culturas. Uma marca de cafés formou uma comunidade global para reunir baristas e promover o compartilhamento de experiências e novos hábitos dos frequentadores de cafeterias.

A Ipsos possui 150 experts dedicados ao método de pesquisa. Ao todo, são milhares de membros do mundo todo. Entre os clientes, estão marcas como Unilever, Natura & Co, L’Oréal, Johnson & Johnson, Nestlé, Ferrero, Colgate-Palmolive, Danone, Google, Facebook, Samsung, Nike, Bayer, Sanofi, Bimbo, P&G, Condé Nast, Hershey’s, McDonald’s e Bank of America. Enquanto as comunidades contínuas, que duram mais de três meses, favorecem uma visão longitudinal, as comunidades instantâneas, que duram até três semanas, permitem uma investigação mais pontual e rápida. Para todas as durações, elas atendem tanto a objetivos qualitativos quanto quantitativos: três em cada quatro comunidades (75%) são híbridas.

Atualmente, a Ipsos tem 277 comunidades de longa-duração ao redor do mundo. A empresa desenvolveu, no total, 1138 comunidades em 2020, um crescimento de 124% em comparação com 2019. Apesar de algumas das comunidades online da Ipsos já estarem ativas há mais de oito anos, é inegável que a pandemia do novo coronavírus e a consequente redução das interações físicas intensificaram a necessidade e o desejo da população por um espaço de aprofundamento de conexões e desenvolvimento de discussões qualificadas.

“Essa vontade em compartilhar cria comunidades online de grande potência, que satisfazem um sentimento de valorização individual a pertencimento a um grupo, além de promover a lapidação de qualquer ideia colocada para discussão. Acompanhar as movimentações e trocas entre os membros é ter acesso a pensamentos íntimos, que logo se tornam conversas públicas e comportamentos”, diz Suzana Villaverde, gerente de comunidades online da Ipsos Brasil.