Reposicionamento de marca com muita estratégia

Diretor da Amanco Wavin detalha as várias frentes que consolidam as mudanças em favor dos clientes

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Adriano Andrade, diretor comercial da Amanco Wavin
Adriano Andrade, diretor comercial da Amanco Wavin

O processo estudado e incrementado, há mais de dois anos, para o reposicionamento da marca Amanco Wavin, após a integração da brasileira com a europeia, já vem mostrando resultados, ao acompanhar a transformação tecnológica. Enquanto assume a estratégia de dual brand aproveitando o potencial consolidado das duas marcas, a companhia, no Brasil, vem reforçando a plataforma de vendas presente em toda a jornada dos clientes até o consumidor final. Transformação digital essa que incorpora um marketplace favorecendo pequenos varejistas e uma logística 4.0 vitaminada com soluções IoT. Os detalhes dessas mudanças que levam à expansão das atividades e do market share foram compartilhados, hoje (15), por Adriano Andrade, diretor comercial da Amanco Wavin, na 285ª live da série de entrevistas dos portais ClienteSA e Callcenter.inf.br. 

Mesmo com a força do marketing da empresa, turbinada também pelo bordão marcante “Amanco! Amanco!” – entoado pelo cantor e percussionista Carlinhos Brown, na primeira propaganda da marca em 2006 -, surgiu, há dois anos, o início do reposicionamento com o conceito dual brand, ao se integrar à Wavin (se pronuncia “Vávin”), fabricante europeia de tubulações com forte presença em 40 países. Esse processo vem sendo realizado junto com uma série de transformações e novas estratégias de mercado. Ao iniciar o detalhamento desse quadro de incorporação de marca e tecnologia, Andrade explicou que, para se chegar com isso ao consumidor de forma bem-sucedida, não basta a simples e onerosa aplicação de altos investimentos publicitários na grande mídia. “Isso é algo que qualquer grande organização pode fazer. Entretanto, para otimizar esses recursos e eliminar desperdício de investimentos, é preciso também garantir a presença dos produtos nos pontos de vendas, em um inteligente processo de distribuição, O que inclui também oferecer qualidade, aderência ao mercado e um portfólio completo e inovador para justificar a divulgação toda feita e não frustrar o cliente final.”

Complementando as ações que fortalecem esse reposicionamento, o executivo mencionou também a estratégia de vendas, a parte de engenharia e apoio técnico às construtoras, uma indústria bem modelada, e o fluxo inteligente de logística, tudo combinado para garantir o êxito da empreitada. “Arrancamos há 15 anos com um market share por volta de 16% e hoje atingimos a liderança do segmento vindo a registrar um crescimento de duas vezes e meio o tamanho da organização. Tudo realizando esse objetivo de que a projeção da marca se confirme na ponta do varejo. E com o consumidor encontrando qualidade, inovação e todos os aspectos mencionados.” Na empresa desde 2007, o diretor disse que foi um dos profissionais que trouxe, para esse nicho da construção civil, a sua larga experiência em um setor bem mais dinâmico que é o de bens de consumo, que se realiza de forma diária ou semanal. Ele assegurou que isso proporcionou a criação de estruturas de maior agilidade de entrega, tornando o país referência no setor em toda a América Latina e até em outros continentes.

Abordando as transformações no segmento de construção civil, tradicional a ponto de manter até hoje a maior parte das concepções nos últimos 100 anos, o executivo destacou que, no entanto, houve várias evoluções que incrementaram produtividade às obras, notadamente no âmbito das tubulações. E, agora, com o advento do isolamento social imposto pela pandemia, as residências ganharam uma outra conotação. Nesse sentido, prevê que, em mais dois ou três anos, o planejamento dos novos empreendimentos irão incorporar, necessariamente, o advento do home office contínuo. “As moradias serão transformadas. O que se previa para daqui a 30 anos, se inicia agora. O que representará um significativo incremento no segmento da construção civil.” Para exemplificar, lembrou o recorde histórico no montante de financiamentos imobiliários registrado no primeiro trimestre deste ano, na casa dos R$ 124 bilhões.

Ampliando o espectro das mudanças dentro da indústria, Andrade citou também o surgimento das smart cities, cidades com bastante integração e possibilitando a entrega de produtos mais eficazes e com menores custos. Para ele, o segmento sentiu a chegada muito forte da tecnologia. Na Amanco Wavin, ao longo dos anos, foi-se incorporando, por exemplo, a plataforma de vendas que permite acompanhar toda a jornada do cliente, fortalecendo a experiência do consumidor e da força de vendas. “E, diante da realidade de que as organizações de menor porte não estavam preparadas para essa transformação digital inovadora, foi criado o marketplace da Amanco Wavin para abrigar as atividades das lojas de material de construção. Os produtos da companhia estão nessa vitrine, mas quem vende são os varejistas.”

Depois de destacar outras entregas de tecnologia realizadas pela companhia ao mercado, o executivo foi indagado sobre a relevância da adoção de uma logística 4.0 em todo esse processo de reposicionamento da marca. Em sua resposta, deixou claro o quanto isso vai ajudar, iniciando já a integração desse novo processo com o conceito IoT. “Ou seja, é colocar a internet das coisas a seu favor. Uma integração rápida de novos dados que permitem, por exemplo, programas de roteirização inteligente e em melhores relações de custo/benefício, agilidade e planejamentos que favorecem da mesma forma os núcleos de produção e vendas.”

O vídeo com o bate-papo na íntegra está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 284 lives realizadas desde março de 2020. Aproveite para também para se inscrever. A série de entrevistas prosseguirá amanhã (16), com a presença de Luis Martini, diretor executivo de marketing e tecnologia da Tenda, que falará da inovação como princípio; na quinta, será a vez de Leandro Piano, CFO da Warren; e, encerrando a semana, o “Sextou” debaterá como aliar marketing e CX para transformar clientes em fãs, com a participação de Paula Guz, head de operação da Draftline (Ambev) e Ana Carolina Ribeiro de Abreu, gerente de relacionamento com o consumidor da Salon Line.