Estudo da Criteo mostra a influência das promoções e o uso crescente da IA ao longo da jornada de compra de eletrônicos
A jornada de compra de eletrônicos está se tornando mais longa, diversificada e aberta a novos canais e marcas. É o que aponta o “Consumer Electronics Pulse 2026”, estudo da Criteo que reúne dados de comércio de centenas de marcas e varejistas, combinados com insights de uma pesquisa com mais de 6 mil consumidores em todo o mundo. Os dados mostram que, antes de concluir uma compra, os consumidores pesquisam em diferentes fontes, aguardam o que consideram momentos mais favoráveis e incorporam cada vez mais ferramentas de inteligência artificial ao processo de descoberta.
As promoções desempenham um papel importante nesse comportamento. Globalmente, 41% dos consumidores afirmam esperar por promoções ou grandes eventos de vendas antes de realizar uma compra, enquanto outros 45% dizem que esses eventos às vezes influenciam o momento em que fazem suas compras. “A demanda aumenta durante eventos sazonais e promocionais, mas os maiores picos variam de acordo com cada mercado. É importante manter uma estratégia always-on e, ao mesmo tempo, ajustar os investimentos de acordo com as ocasiões locais que geram os maiores níveis de atividade de compra”, comentou Tiago Cardoso, diretor geral da Criteo para a América Latina.
Mais tempo de consideração, mais oportunidades para as marcas
Os consumidores de eletrônicos também se destacam por terem um período de consideração mais longo: 24% dos consumidores de eletrônicos levam entre duas semanas e um mês para realizar uma compra, uma porcentagem superior à observada em Moda/Vestuário (14%) e Beleza/Cuidados Pessoais (11%). Outros 15% dos consumidores de eletrônicos levam mais de um mês para tomar sua decisão final.
Essa janela mais longa cria mais oportunidades para as marcas influenciarem a decisão. “Os consumidores podem começar suas pesquisas muito antes de realizar uma compra. Por isso, é importante utilizar campanhas cross-channel e full-funnel para estar presente em diferentes pontos de contato, como CTV, redes sociais, ambientes de IA, open web e sites de varejistas”, explicou Cardoso.
A pesquisa também mostra que mais de um terço (35%) dos consumidores consulta quatro ou mais sites ou outras fontes antes de realizar uma compra, enquanto apenas 12% recorrem a uma única fonte. Essa amplitude no processo de pesquisa reforça a importância de ter uma presença que vá além de um único canal ou varejista. Segundo o executivo, “os consumidores de produtos de tecnologia transitam entre canais on-line e lojas físicas e pesquisam em diferentes varejistas antes de realizar uma compra. É importante coordenar os pontos de contato para aumentar as oportunidades de sua marca estar entre as opções consideradas pelos compradores”.
Espaço para novas marcas
A multiplicidade de canais também cria oportunidades para marcas que ainda não fazem parte do repertório dos consumidores. Cerca de um terço (34%) dos consumidores de eletrônicos no mundo comprou de uma marca da qual não havia comprado nos 12 meses anteriores.
Os dados apontam para uma oportunidade para os profissionais de marketing alcançarem consumidores que estão considerando novas marcas e ampliarem o conjunto de opções avaliadas antes da decisão de compra. Em uma jornada cada vez mais fragmentada, estratégias focadas em descoberta e consideração podem ser tão importantes quanto aquelas direcionadas diretamente à conversão.
IA ganha espaço na jornada de compra
A inteligência artificial também começa a desempenhar um papel significativo nesse processo. Quase metade (48%) dos consumidores de eletrônicos utiliza assistentes de IA em pelo menos uma etapa da jornada de compra, a maior proporção entre todas as categorias analisadas. E a influência dessas ferramentas vai além da pesquisa. Entre os consumidores de eletrônicos que utilizam assistentes de IA, 61% afirmam que recomendações de produtos ou produtos destacados nas respostas da IA influenciariam suas decisões de compra.
“Eletrônicos lideram entre as categorias analisadas quando se trata do uso de IA nas compras. As marcas devem desenvolver uma estratégia específica para determinar como seus produtos serão apresentados e como irão se relacionar com os consumidores em ambientes de IA”, concluiu Cardoso.




















