Cai interesse em crédito

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Depois de duas altas seguidas, o interesse dos moradores da capital paulista em contratação de linhas de crédito caiu 34,6% em março, em relação a fevereiro, e 21,6% na comparação com março de 2013. É o que revela a Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, FecomercioSP.
  
Conforme previsto em fevereiro, quando o indicador havia avançado 8,2% em relação a janeiro, a tendência otimista não era evidente e corria-se o risco de os resultados favoráveis não terem força suficiente para frear o mau humor dos mercados financeiros. Para a área econômica da FecomercioSP, a perspectiva para o ano é de que haja aumento gradativo dos riscos e dos custos de captação, tornando improvável a expansão do crédito – exceto linhas muito específicas, entre elas a imobiliária. 
 
Entre fevereiro e março, o Índice de Segurança de Crédito caiu 2,7%, influenciado pela redução da parcela dos paulistanos com algum tipo de aplicação, de 43,7% para 42,6% do total. A caderneta de poupança se manteve, neste mês, bem à frente dos demais investimentos na preferência desses aplicadores. Aproximadamente três quartos deles (74,1%) disseram ter dinheiro depositado em contas do tipo. A segunda maior proporção foi a de pessoas com recursos em fundos de renda fixa (13,8%). Na sequência, entre os principais investimentos, ficaram planos de previdência privada (6,7%) e fundos de ações (2,2%).