Demanda das empresas por crédito tem recuo

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Conforme apurou o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito, houve um recuo de 12,2% na procura das empresas por crédito em fevereiro/16 na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já em relação ao mês imediatamente anterior (jan/16), devido à sazonalidade, a demanda das empresas por crédito avançou 4,7%. Por sua vez, no acumulado do primeiro bimestre de 2016, houve uma retração de 11,7% em relação ao primeiro bimestre do ano passado.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, o aprofundamento da recessão econômica, o elevado grau de incerteza e as taxas de juros dos empréstimos cada vez mais elevadas, tem impactado negativamente a procura das empresas por crédito.
Análise por porte
A maior retração da demanda por crédito em fevereiro ocorreu nas médias empresas: tombo de 21,8% em ralação ao mesmo mês no ano passado. Nas grandes empresas, o recuo interanual foi de 18,0% ao passo que nas micro e pequenas empresas, a demanda por crédito caiu 11,6% em fevereiro de 2016. 
 
Na comparação mensal, contra janeiro, a demanda por crédito subiu nas micro e pequenas empresas (alta de 4,9%) e nas médias empresas (crescimento de 0,7%). Nas grandes empresas houve retração mensal 0,4% em fevereiro/16.
Análise por setor
Todos os setores econômicos pesquisados apresentaram retrações em suas demanda por crédito em fevereiro de 2016 na comparação com o mesmo mês do ano passado: Indústria (-13,9%); Comércio (-12,2%) e Serviços (-11,7%). Na análise mensal, a demanda das empresas industriais por crédito avançou 4,1% em fevereiro contra janeiro. As empresas comerciais 6,3% e a de serviços 3,0%.
 
Análise por região
Em todas as regiões geográficas do país houve retrações interanuais da demanda empresarial por crédito neste segundo mês de 2016: Centro-Oeste (-13,9%); Sudeste (-13,2%); Nordeste (-10,6%); Norte (-10,4%) e Sul (-9,9%). Em relação a janeiro, as demandas das empresas por crédito aumentaram em fevereiro/16: 4,7% no Norte; 4,5% no Sudeste; 4,5% no Sul, 6,1% no Centro-Oeste e 6,2% no Nordeste.