AeC cresce com nova realidade do mercado

Iniciativas se alinham à chegada das fintechs e healthtechs, crescendo em plena pandemia

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Celso Ramiro, vice-presidente de operações e operações digitais da AeC
Celso Ramiro, vice-presidente de operações e operações digitais da AeC

A AeC anunciou a criação, a partir ainda deste semestre, de um polo de atendimento digital e financeiro em Campina Grande, na Paraíba, além de investir no seu projeto de capacitação online de colaboradores em desenvolvedores, o Digital Academy, em parceria com a Gama Academy. O piloto do projeto já está em curso e vai formar 30 desenvolvedores juniores na cidade paraibana até o final do ano.

A iniciativa está alinhada com a visão da empresa sobre o mercado em que atua. Na opinião de Celso Ramiro, vice-presidente de Operações da AeC, “o call center tradicional já não é mais o mesmo. A procura pelo serviço disparou – e com um novo perfil de clientes a partir do crescimento das empresas nativas digitais, como fintechs e healthtechs. Esse movimento mudou totalmente a cara do setor de atendimento ao cliente, antes dominado pela área de telecomunicação, e beneficiou principalmente as empresas que já tinham um DNA digital e de inovação”.

Só na AeC, explicou o executivo, 40% da receita prevista para 2021 está concentrada nos novos clientes. As fintechs e healthtechs também impulsionaram novas contratações e o faturamento. “A organização cresceu 12% no ano passado, em plena pandemia, e espera elevar a receita em até 30% neste quarto trimestre de 2021. Além disso, acaba de ultrapassar a marca dos 30 mil colaboradores, 60% deles em home office e os 40% restantes trabalhando in company com rigorosos protocolos de segurança e prevenção”.

Arquitetura inovadora
O investimento em tecnologia resultou também no surgimento de uma arquitetura inovadora, mas adequada à nova demanda, acrescentou Ramiro. Segundo ele, o campus de São Paulo da AeC, por exemplo, ganhou ares de startup e cores vibrantes; os dois prédios da empresa na Chácara Santo Antônio, na Zona Sul da capital paulista, oferecem espaços mais dinâmicos, com ilhas e ambientes mais propícios para estimular a criatividade e o trabalho em grupo. 

“Para atender às nativas digitais e seus consumidores mais qualificados e exigentes, o perfil dos operadores contratados também mudou”, detalhou o VP, acrescentando:. “Com mais capacitação técnica, os atendentes deram lugar aos consultores: profissionais com mais anos de estudo e cursos específicos. Serviços mais complexos exigem mão de obra mais qualificada e um ambiente mais lúdico e tecnológico, que proporcione espaço para rotinas de brainstorming e reuniões estruturadas, posicionando melhor as marcas para atender seus clientes”.