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Experiência digital do funcionário é diferencial entre organizações

Weston Morris, diretor responsável pela estratégia global de soluções de digital workplace na Unisys

Atrair e reter os melhores talentos deve ser um esforço conjunto das equipes de RH e TI

Autor: Weston Morris 

Em meio às mudanças de trabalho trazidas pela Covid-19, as organizações têm enfrentado dificuldades não apenas relacionadas ao fornecimento de ferramentas necessárias para os colaboradores executarem suas funções, mas também à capacidade de promoverem bem-estar e satisfação no ambiente de trabalho, mesmo que de forma virtual. Por conta desta nova realidade, e para se tornarem empregadores reconhecidos e admirados no mercado de trabalho competitivo de hoje, as organizações devem encontrar maneiras de se diferenciar ao fornecer uma experiência excepcional aos colaboradores, que vai além de priorizar as necessidades básicas de tecnologia de sua força de trabalho digital. 

Em uma mudança histórica, profissionais estão abandonando empresas que não priorizam a Experiência de Usuário Final (EUX) do funcionário — ou, mais especificamente, abandonando a liderança que não fornece as tecnologias e a infraestrutura necessárias para que seus colaboradores tenham sucesso no novo local de trabalho digital. Uma dinâmica emergente entre Líderes de Tecnologia (CIOs) com visão de futuro e Líderes de Recursos Humanos (CHROs) — que, tradicionalmente, não colaboram em iniciativas conjuntas — oferece um método promissor para encarar este desafio. 

Enquanto as organizações de um mesmo setor podem oferecer salários e benefícios similares, a empresa com um local de trabalho digital flexível tem mais chances de atrair e reter os melhores talentos disponíveis no mercado. Por isso, o RH e a TI não podem mais operar como duas funções distintas com diferentes missões e estratégias. Em vez disso, eles devem combinar esforços e compartilhar dados e insights visando melhorar e aprimorar a Experiência Digital do Funcionário (conhecida como DEX).

Tanto CIO quanto CHRO têm acesso a dados e insights mutuamente benéficos: o RH coleta dados de experiência dos funcionários que podem ajudar a informar as metas e a estratégia de TI, e a TI tem insights sobre a experiência do usuário que o RH pode usar para recrutar e reter profissionais. 

Coletar e analisar dados semanais de sentimento dos funcionários pode ajudar a identificar tendências à medida que elas ocorrem em tempo real. Durante anos, as métricas monitoradas pelo time de TI eram voltadas ao número de tickets abertos e resolvidos, ou o tempo levado para substituir um computador ou resolver outros problemas de TI. Hoje, TI pode usar a tecnologia de Monitoramento de Experiência Digital (DEM) para coletar e analisar dados de desempenho dos PCs dos funcionários, e a tirar conclusões qualitativas sobre o bem-estar deles a partir de dados como o número de videoconferências consecutivas ou a frequência de tempo presencial com os gerentes.

A TI também pode pesquisar regularmente uma pequena parte dos profissionais para detectar rapidamente tendências na satisfação dos funcionários com seu local de trabalho digital. Eles podem segmentar esses dados experimentais por função, região, país, faixa etária e unidade de negócios para identificar quaisquer correlações usando os dados de desempenho do dispositivo da ferramenta DEM.

Juntas, as pesquisas de TI e as ferramentas de DEM podem oferecer insights sobre a satisfação dos funcionários. Coletar e analisar o feedback dos profissionais semanalmente pode ajudar a empresa a identificar e sinalizar tendências no sentimento geral dos empregados, à medida que ocorrem em tempo quase real, em contraste com as pesquisas anuais ou trimestrais tradicionais do RH. 

Os dados de experiência dos funcionários de TI podem ainda atuar como um “sistema de alerta precoce”, sinalizando grupos de funcionários que podem estar insatisfeitos. O CIO, ou profissional responsável pela TI, poderia ainda compartilhar os dados de satisfação dos funcionários com o CHRO, e capacitando o RH para agir antes que as reclamações formais e pedidos de demissão comecem. O RH poderia, então, se envolver proativamente para investigar as causas da insatisfação dos funcionários, talvez revelando problemas de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, preocupações de gerenciamento ou conflitos internos que afetam a experiência geral dos colaboradores.

No local de trabalho híbrido de hoje, o Monitoramento da Experiência Digital tornou-se primordial para os resultados de uma empresa. Aprimorar a troca de informações entre CIO e CHRO é fundamental para a atração e retenção de talentos – e, consequentemente, para o crescimento geral do negócio.

Weston Morris é diretor responsável pela estratégia global de soluções de digital workplace na Unisys.

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