VP comercial e marketing da Sura Brasil descreve de que forma a seguradora colombiana redefine o modelo de negócios, da transformação tecnológica à centralidade do Cliente
Há 10 anos no Brasil, a colombiana Seguros Sura vive uma das fases mais decisivas de sua trajetória no País. Após uma ampla reformulação estrutural iniciada em 2020, a companhia vem acelerando a operação ao substituir o modelo tradicional focado em produtos por uma estratégia orientada à experiência do cliente. A transformação envolve investimentos em tecnologia, integração de plataformas e fortalecimento do relacionamento com corretores, responsáveis pela maior parte da distribuição da seguradora. Com mais de 1,2 milhão de clientes no Brasil, a empresa aposta em inovação, eficiência operacional e cultura organizacional para consolidar esse movimento e crescer de forma sustentável, como demonstrou Daniel Betancur, vice-presidente comercial e marketing da Seguros Sura Brasil, hoje (12), na 1333ª edição da Série Entrevista ClienteSA.
Logo no início da conversa, o executivo destacou que a empresa está em plena transformação no Brasil. Após reformulação estrutural em 2020, a seguradora colombiana com 80 anos de história acelerou consistentemente a operação no país, migrando de um modelo tradicional focado em produtos para uma estratégia centrada no cliente. Essa mudança foi catalisada por três pilares: diversificação de produtos, resultados sustentáveis e transformação tecnológica. “Estávamos percebendo que o caminho da evolução dos negócios não acontecia na velocidade de que precisávamos”, destacando que a chegada de um novo CEO e uma reestruturação do comitê executivo foram decisivos para a virada.
O grande salto começou com a implementação de um sistema core baseado na plataforma Guidewire, que permitiu simplificar seis estruturas tecnológicas legadas em um único sistema escalável e integrável. Daniel ressaltou que essa decisão foi estratégica. Porém, a transformação vai além da infraestrutura. A companhia criou um ecossistema de hubs integrados – pagamentos, integração e portal digital – que permite aos corretores acessarem informações em tempo real e gerenciarem clientes com eficiência. “Essa estrutura abre caminho para futuras APIs que irão conectar diretamente o consumidor final à companhia.”
O desafio também é cultural. Em um setor historicamente focado em produtos e sinistros, convencer toda a organização de que o cliente está no centro exige mais que discursos. “Passa por ações. Se temos um problema com um cliente e ele está precisando de uma assistência no final de semana, as pessoas têm que estar atentas para poder ajudar na resolução.” O executivo enfatizou que a confiança não se constrói da noite para o dia, sendo resultado de constância e pequenas ações repetidas. “Levamos 70 corretores à Colômbia justamente para vivenciar a essência da marca e fortalecer a conexão emocional.” Daniel reconhece que o corretor é o agente de marca mais importante: quando bem cuidado pela companhia, ele se torna influenciador natural junto ao consumidor final.
O vídeo, na íntegra, está disponível no nosso canal do YouTube, o ClienteSA Play, junto com as outras 1332 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 4,2 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever. A Série Entrevista ClienteSA prosseguirá amanhã (13), com a presença de Sergio Ferraz, diretor de vendas digitais da Leroy Merlin, que falará da omnicanalidade e hiperpersonalização somados na entrega de experiência; na quinta, será a vez de Leonardo dos Anjos, diretor de franquias da Anjos Colchões & Sofás; e, encerrando a semana, o Sextou realizará o Café da Manhã Híbrido, debatendo o tema “Varejo: Da inovação na prevenção de perdas à consistência na jornada do consumidor”, com a participação de Elizeu Lucena, diretor de gestão de riscos do Grupo Carrefour Brasil, Eduardo Córdova, CEO e sócio-fundador do market4u, Roberto Matsubayashi, diretor de tecnologia da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, Silvana Buzzi, CEO da Sterna Café, Ana Moi, diretora de prevenção de perdas do Grupo Pernambucanas, e Marcos Motta, gerente de prevenção de perdas da TriMais.




















