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O papel das healthtechs para evolução da jornada do paciente

Executivos de KPMG, Myme, PicDoc e Voa Health debatem como inovação avança na área da saúde ao integrar dados, ampliar alcance e reposicionar o paciente no centro

Após passar por cinco fases de transformação, o sistema de saúde brasileiro chegou a 2026 ainda com muito espaço para evoluir quando se fala da jornada do paciente. Porém, esse gap vem diminuindo nos últimos anos graças às healthtechs. Por meio da inovação, elas estão atacando alguns gargalos específicos do setor, como centralizar informações clínicas, ampliar o acesso por meio da telemedicina e automatizar processos são avanços que reduzem custos, evitando redundâncias e tornando a jornada mais fluida. E, embora a IA apareça como elemento importante, essa transformação vai além da tecnologia, exigindo interoperabilidade, mudança cultural e novos modelos de remuneração, como desmostraram Fillipe Loures, cofundador da Voa Health, Lucas Santiago, cofundador da Myme, Marcelo Amante, CEO PicDoc, e Leonardo Giusti, sócio-líder de Customer & Operations da KPMG no Brasil, hoje (30), na 1326ª edição da Série Entrevista ClienteSA.

Dando a largada no bate-papo, Leonardo fez uma retrospectiva da evolução do sistema de saúde no Brasil, dividida em cinco ondas. A primeira foi a questão do acesso, com o surgimento do SUS e do crescimento dos planos de saúde suplementar. A segunda é a da busca por eficiência, exigida pelo crescimento e envelhecimento da população, seguida pela onda do empoderamento do paciente, com a possibilidade de questionar graças às informações trazidas pela internet. Depois veio a digitalização estruturada do SUS e, por último, a saúde inteligente, com aceleração da IA e o surgimento das healthtechs. “Entretanto, a fragmentação das informações ainda é um problema muito relevante e histórico. Somos donos dos dados de saúde, mas não temos os nossos exames na mão”, ponderou o executivo, apontando para a urgência de uma infraestrutura de comunicação robusta entre os pontos de cuidado.

É exatamente nesse vácuo que empresas como MyMe, plataforma de gestão de dados de saúde pessoal, encontram oportunidade. Lucas vê a solução como um open finance da saúde. “A nossa intenção é oferecer para os pacientes um lugar para que todos os dados de saúde deles fiquem concentrados, uma única plataforma. Essa centralização não é apenas uma questão de conveniência: quando dados estão fragmentados, o sistema sofre pressão de custos com exames repetidos e condutas duplicadas, impactando toda a população.”

Marcelo, cuja plataforma conecta pacientes a médicos em tempo real, complementou essa visão ao destacar as múltiplas personas de pacientes. “Temos desde quem não tem acesso a especialidades, pois vive em uma região remota, até quem trabalha em home office e não consegue se deslocar. Democratizamos o acesso ao permitir que pacientes façam consultas on-line e, se tiverem plano de saúde, reembolsem posteriormente. Mas o diferencial está em como essas plataformas trabalham juntas: dados da nossa empresa alimentam sistemas de outras healthtechs, criando um ecossistema integrado.”

A questão cultural, porém, permanece central. Felipe destacou que, no caso dos médicos, o ato de cuidar jamais será substituído. “A tecnologia deve absorver tarefas repetitivas e burocráticas, liberando tempo do profissional para o que realmente importa: o atendimento qualificado”, reforçando que a Voa usa IA para auxiliar médicos nas decisões clínicas. Por sua vez, Marcelo reforçou que a IA é um suporte, não uma substituição. “Essa mudança de paradigma exige não apenas tecnologia, mas também alinhamento de incentivos no sistema de saúde, passando de modelos baseados em volume de atendimentos para modelos baseados em desfecho clínico e valor gerado ao paciente.”

O vídeo, na íntegra, está disponível no nosso canal do YouTube, o ClienteSA Play, junto com as outras 1325 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 4,2 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever. A Série Entrevista ClienteSA volta na próxima segunda-feira, trazendo Pedro Filizzola, CMO da Life Pet Hub, que falará da construção de um hub de serviços no aquecido mercado pet; na terça, será a vez de Beatriz Hlavnicka, CMO da Boiron no Brasil; na quarta, Giovana Orlandeli, diretora de branding e comunicação de Vult e marcas B2B do Grupo Boticário; na quinta, Marco Lisboa, fundador e CEO da 3,2,1 GO!; e, encerrando a semana, o Sextou debaterá, dentro da Série Inovação, o tema “O desafio de avaliar a geração de valor para o cliente”, reunindo Daniela Guillen, diretora de produtos, UX e CX do Sem Parar, Eduardo Murin, COO do CNA+, e Paulo Humaitá, CEO e fundador da Bluefields.

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