A corrida pelos “garimpeiros” de oportunidades

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Nos últimos anos a tecnologia tem evoluído muito no que tange a proporcionar aos seus usuários “comodidade e conforto”. Não tenho nada contra a evolução, apenas começo a me preocupar com as consequências futuras.
Uma delas é o fato de alguns políticos e (mal) educadores quererem acabar (se já não acabaram) com o caderno de caligrafia. Para quem não conhecem é uma ferramenta de ensino que permite ao usuário escrever de forma legível e de fácil entendimento para quem lê. Já pensou como será ler algo escrito pelo seu filho no futuro? Dizem que digitar é mais fácil do que escrever. Daqui a pouco acabarão com a “difícil” tabuada e a “terrível” conta de porcentagem; afinal as máquinas fazem por nós quando precisamos, não é mesmo?
Mas o assunto de hoje é tecnologia que, em minha opinião, não permite aos nossos jovens executivos a capacidade de analisar assuntos complexos e cheios de detalhes.
Tenho visitado empresas e a grande apreensão de muitos gestores tem sido a baixa capacidade de seus funcionários em antever oportunidades. Parece que é mais importante preencher as planilhas e entregá-las do que colocar o cérebro para pensar e garimpar em suas linhas e colunas cruzadas às verdadeiras oportunidades de crescimento e até de inovação.
A cada dia observo a crescente necessidade de exercitarmos nossos cérebros para terem capacidade analítica, e treinarmos nossos sentidos a fim de sermos capazes de vermos primeiro aquilo que os outros ainda não viram ou mesmo de sentir a oportunidade que os outros não sentiram.
Começará então, uma verdadeira guerra por profissionais que trabalhem com a mesma atitude daqueles que buscam por encontrar um pedacinho de ouro no meio de uma montanha de cascalho, a quem costumo chamar de garimpeiros de oportunidades. Mas onde encontrá-los?
Não adianta procurá-los nos famosos treinamentos operacionais, onde o importante é executar as tarefas. Talvez até seja o lugar, se registrarem aqueles “mal elementos” que abandonaram os cursos ou foram dispensados, porque questionavam mais do que executavam.
Einstein, só aprendeu a tabuada com dez anos de idade, pois, não se enquadrava no standard educacional. Michael Jordan foi dispensado do time de basquetebol no ginásio porque consideravam que não levava jeito. Disney foi demitido do jornal onde tralhava por ser avaliado como de pouca criatividade, dentre muitos outros exemplos.
Portanto, cuide de seu “maluquinho” porque o futuro já é deles. E, para entender melhor o nosso padrão de ensino, passem na locadora e assistam The Wall, do Pink Floyd.


Marcos Fabio Mazza é gerente de projetos de integração Supply & Business na Syngenta.
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