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Social sellers lideram nova geração do e-commerce

Pesquisa da Loja Integrada mostra que 47,6% dos lojistas que realizaram a primeira venda em até 15 dias já vendiam pelo Instagram ou WhatsApp

O empreendedor digital brasileiro não começa mais com um plano de negócio. Começa com um perfil no Instagram, um grupo no WhatsApp e um código Pix gerado na hora. Pesquisa da Loja Integrada confirma: quem já vende pelas redes chega ao e-commerce com vantagem real. O levantamento analisou 4.580 novos lojistas em todo o Brasil e revela que 47,6% dos entrevistados que realizaram a primeira venda em até 15 dias já comercializavam antes pelo Instagram ou WhatsApp, contra 28,6% de quem começou do zero.

A pesquisa mostra: 81% usam a loja virtual como fonte de renda complementar e 84% afirmam ter como objetivo ter o próprio negócio. O principal gargalo não é motivação, é operação. Os motivos para criar uma loja virtual revelam as dores de quem cresceu nas redes: 40% queriam automatizar processos de venda (frete, pagamento, pedidos que chegavam por DM), 35% ampliar canais além do Instagram e 25% ganhar credibilidade com o cliente. São os limites exatos do modelo informal: atendimento manual, negociação de Pix no direct, logística explicada mensagem por mensagem.

A gestão ainda é predominantemente manual: 56% utilizam planilhas ou até cadernos para controlar vendas, enquanto 41% dependem diretamente dos sistemas de marketplaces. O cenário indica um estágio inicial de maturidade operacional, com espaço para evolução em automação e integração. E o investimento inicial define o ritmo: entre lojistas que aportaram mais de R$ 5 mil, 11,7% fizeram a primeira venda em até 15 dias; percentual que cai para 1,5% entre os que investiram até R$ 1 mil.

Mobile, autonomia e desafios de gestão

O comportamento digital desses empreendedores também chama atenção. A pesquisa aponta que 64% gerenciam seus negócios pelo celular, reforçando a importância de soluções mobile-first. Além disso, embora 74,4% prefiram configurar suas lojas por conta própria, mais da metade (52,5%) admite precisar de ajuda em algum momento do processo, revelando uma combinação de autonomia com lacunas técnicas.

Os segmentos mais presentes entre os novos lojistas são Fitness e Suplementos (30%), Moda e Acessórios (25%) e Alimentos e Bebidas (15%) — categorias com forte apelo nas redes sociais e alta recorrência de consumo. Esses nichos também aparecem entre os mais eficientes em geração de vendas, ao lado de perfis com maior experiência prévia. Entre os lojistas que venderam rapidamente, 40% têm entre 35 e 44 anos, indicando que maturidade e experiência podem influenciar diretamente na performance.

Um novo perfil de empreendedor digital

O levantamento identifica como perfil mais promissor o empreendedor que já atua nas redes sociais, tem até 44 anos, apresenta familiaridade com o ambiente digital e demonstra intenção de investir no crescimento do negócio. Esse público busca profissionalizar sua operação, ampliar canais de venda e construir uma presença mais estruturada no ambiente on-line.

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