CEO da Vaapty apresenta o modelo de negócio que busca acabar com uma dor dos clientes no mercado automobilístico
A indústria automóvel brasileira carrega uma dor crônica que é a venda de carros seminovos. Há seis anos operando no mercado, a Vaapty surgiu justamente para atacar esse problema, que afeta milhões de brasileiros, como demonstrou, hoje (20), Miguel Souza, CEO da empresa, ao participar da 1370ª edição da Série Entrevista ClienteSA. “Quando estamos falando de experiência do cliente, qual é a dor do meu cliente hoje? É a mesma de seis anos atrás. É um desafio não apenas encontrar um comprador, mas garantir que a transação seja justa, segura e rápida.” Além disso, em um setor historicamente marcado por desconfiança, a Vaapty construiu o negócio exatamente no oposto: transparência, velocidade e aliança genuína com o cliente. Como resultado de todo esse trabalho, a empresa já 2,5% do mercado nacional de compra e venda de seminovos.
De acordo com o executivo, a Vaapty atua como intermediária, conectando vendedores a uma rede de mais de 25 mil compradores. “Conectamos o comprador com o vendedor, sendo esse proxy no meio, por meio de tecnologia.” O diferencial está no incentivo. Enquanto o mercado tradicional ganha desvalorizando o carro, a Vaapty só lucra quando consegue a melhor proposta. “Quanto melhor a proposta, mais a Vaapty consegue rentabilizar em cima do carro. Por isso, procuramos fazer com que o carro seja valorizado dentro do ecossistema. Ao contrário do mercado, que o objetivo é desvalorizar o carro para poder pagar menos.” Além disso, 90% dos veículos vendidos na Vaapty são financiados, justamente o cenário mais complicado para vendedores em marketplaces. “A Vaapty amortiza o financiamento, e no cálculo das propostas já entra o cálculo da amortização” explica Miguel.
Dessa forma, a confiança aparece como ativo da operação. Essa realidade levou a Vaapty a manter o atendimento físico como essencial. “A dor maior da venda do carro é a confiança. Por isso, toda negociação acontece presencialmente, com perícia transparente e laudo cautelar. O cliente vê o perito vistoriando o carro em tempo real, acessa o laudo digital e compreende exatamente por que o valor difere da tabela Fipe. O modelo também protege públicos vulneráveis de forma estrutural. Mulheres e idosos, historicamente negligenciados em negociações automotivas, encontram na Vaapty um escudo: o comprador não sabe quem está vendendo. “Isso quebra barreiras culturais que o mercado tradicional perpetua.”
Olhando para o futuro, Miguel vislumbra um ecossistema muito maior. A empresa já lançou um aplicativo para manter contato pós-venda, com sorteios semanais e ofertas de produtos complementares como rastreadores e financiamentos. “E não se assustem se daqui uns anos vocês verem cartão Vaapty na mão dos clientes, crédito Vaapty.” O vídeo, na íntegra, está disponível no ClienteSA Play, junto com as outras 1369 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 4,2 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever.
A Série Entrevista ClienteSA retorna, amanhã (21), com Cláudio Garcia, diretor de marketing da Velho Barreiro. Na quarta, é a vez de Gabriel West, country manager da inDrive no Brasil; na quinta, Bruno Oliveira, CEO da Juan Valdez Brasil; e, encerrando a semana, o Sextou debate o tema “Luxo: O desafio de ser relevante com um consumidor mais exigente”, reunindo Tamara Lorenzoni, especialista em gestão de marcas de luxo, Thiago Castilho, fundador e CEO da Elemental Construtora, e Freddy Rabbat, distribuidor de TAG Heuer no Brasil e VP da Abrael.




















