Além de revelar a evolução da economia comportamental dos pontos no país, a Livelo lança métrica inédita que estabelece um novo parâmetro para acompanhar a maturidade do setor
Os programas de fidelidade deixaram de ser vistos apenas como um benefício concedido após uma compra e passaram a ocupar um papel estratégico na gestão financeira dos usuários de programas de fidelidade. É o que revela o estudo “A Economia Comportamental dos Pontos”, idealizado pela Livelo em parceria com o Lab Humanidades, unidade de estudos de comportamento, branding e inovação da AlmapBBDO. A pesquisa mostra que os pontos passaram a integrar o planejamento financeiro, influenciar decisões de consumo e ser percebidos como um ativo de valor pelos consumidores.
Os dados revelam que, ao longo da última década, os programas de fidelidade passaram por uma transformação significativa na percepção dos consumidores. Os pontos deixaram de ser vistos apenas como uma recompensa para se tornarem um ativo com valor concreto no planejamento financeiro. Entre os usuários, 79% afirmam que o saldo de pontos é tão real e valioso quanto o saldo em reais na conta corrente, 87% consideram o acúmulo de pontos uma forma de economia efetiva no orçamento familiar e 80% dizem que os programas de fidelidade contribuem para uma melhor organização financeira, reforçando seu papel como ferramenta de gestão das finanças pessoais.
Essa percepção também se reflete na forma como os consumidores enxergam o patrimônio construído ao longo do tempo. Segundo o estudo, 85% dos usuários de programas de fidelidade consideram o saldo de pontos um patrimônio, 84% sentem que perdem algo que já lhes pertence quando os pontos expiram e 72% enxergam esse saldo como uma espécie de reserva de emergência. Além disso, 79% afirmam sentir maior segurança financeira ao saber que possuem pontos acumulados, e 75% acreditam que eles funcionam como um atalho para conquistar produtos e experiências que seriam mais difíceis de alcançar apenas com a renda mensal.
A pesquisa mostra ainda que essa nova percepção influencia diretamente os hábitos financeiros dos brasileiros. Oito em cada dez usuários (80%) afirmam se sentir mais organizados financeiramente graças aos programas de fidelidade, enquanto 82% passaram a acompanhar a fatura do cartão de crédito com mais rigor desde que começaram a acumular pontos. O mesmo percentual (82%) afirma ter migrado pagamentos realizados em débito, Pix ou dinheiro para o cartão de crédito com o objetivo de potencializar o acúmulo de benefícios.
Comportamento de consumo
Além de incentivar uma gestão financeira mais planejada, os programas de fidelidade também contribuem para uma percepção positiva sobre o próprio comportamento de consumo. O levantamento mostra que 80% dos entrevistados se consideram financeiramente mais inteligentes do que a média por saberem juntar pontos, 79% afirmam ter deixado de enxergar o cartão de crédito como um vilão, passando a utilizá-lo como ferramenta de controle e geração de vantagens.
Mais do que ampliar as possibilidades de troca de pontos, o estudo demonstra que os programas de fidelidade passaram a ocupar um espaço estratégico na gestão financeira dos brasileiros. Ao atribuir valor concreto aos pontos acumulados, os consumidores passaram a incorporá-los às decisões de consumo e planejamento, consolidando a fidelidade como uma ferramenta de geração de valor no dia a dia.
“Temos acompanhado uma grande mudança no comportamento do consumidor. Os programas de fidelidade deixaram de ser um ‘brinde’ para se tornarem um ativo das pessoas, influenciando decisões do dia a dia. Isso mostra que a fidelidade passou a ocupar um espaço relevante na economia das famílias e reforça a importância de oferecer um ecossistema capaz de transformar pontos em valor real para consumidores, empresas e parceiros”, afirmou André Fehlauer, CEO da Livelo.
Índice Livelo da Fidelidade
Para transformar essa evolução em uma métrica permanente, a Livelo lança o Índice Livelo da Fidelidade (ILF), indicador proprietário criado para mensurar como os pontos são percebidos, utilizados e incorporados às decisões de consumo e à vida financeira dos brasileiros. Em sua primeira edição, o índice alcançou 75,8 pontos, resultado que evidencia um estágio avançado de maturidade da relação entre consumidores e programas de fidelidade.
O ILF reúne três dimensões que explicam essa transformação comportamental: o Índice de Potência de Consumo (IPC), que mede a percepção dos pontos como um ativo de valor; o Índice de Influência Comportamental (IIC), que avalia o impacto dos programas nas decisões de compra; e o Índice de Confiança e Transparência (ICT), que mensura o nível de confiança dos consumidores nos programas de fidelidade. Os três subíndices registraram resultados superiores a 70 pontos – IPC (72,5), IIC (77,6) e ICT (77,4) – patamar que caracteriza um comportamento consolidado.
Com 72,5 pontos, o IPC mede o quanto os consumidores percebem os pontos como um ativo de valor real, capaz de ampliar seu poder de compra e fazer parte do planejamento financeiro. O resultado demonstra que os pontos já são vistos como um recurso concreto, com valor conhecido e incorporado às decisões de consumo. Embora o estudo mostre que ainda há espaço para ampliar sua utilização no dia a dia, a pesquisa evidencia que os programas de fidelidade deixaram de ser percebidos apenas como uma recompensa futura e passaram a ocupar um papel relevante na gestão financeira dos brasileiros.
Com a maior pontuação entre os três indicadores (77,6), o IIC mostra que os programas de fidelidade exercem influência direta sobre as decisões de compra dos consumidores. O estudo revela que os pontos impactam desde a escolha de marcas e produtos até a forma de pagamento e a concentração de gastos, reforçando que a fidelidade deixou de atuar apenas no momento do resgate. Na prática, os benefícios passaram a orientar o comportamento de consumo, influenciando onde, como e quando os brasileiros realizam suas compras.
Por sua vez, o ICT alcançou 77,4 pontos, refletindo o elevado nível de confiança dos consumidores nos programas de fidelidade. O indicador avalia aspectos como transparência, segurança, previsibilidade, justiça e eficiência na resolução de demandas, demonstrando que a categoria já consolidou uma relação de credibilidade com seus usuários. Ao mesmo tempo, o levantamento aponta oportunidades para tornar regras e condições ainda mais claras, reduzindo a percepção de complexidade associada às políticas dos programas.
Metodologia
Segundo Fehlauer, “o Índice Livelo da Fidelidade nasce com a vocação de acompanhar a evolução da fidelidade no Brasil ao longo dos próximos anos. Mais do que retratar o momento atual, ele oferece ao mercado uma referência consistente para compreender como os programas de pontos continuam transformando a relação entre consumidores, empresas e marcas”.
A primeira edição do estudo A Economia Comportamental dos Pontos, concebida pelo Lab Humanidades, da AlmapBBDO, responsável pela idealização do estudo, pela arquitetura metodológica dos índices e pela análise dos resultados, com coleta de dados quantitativos realizada pelo Instituto On The Go. Foram ouvidos 1.250 entrevistados em todas as regiões do país, com idades entre 18 e 60 anos. A amostra foi composta por 70% de usuários e 30% de não usuários de programas de fidelidade. Por meio dessa base, foram estruturados indicadores que medem o impacto dos programas na percepção de valor, nos hábitos de consumo e na relação dos consumidores com a categoria.
“O mais fascinante nesse estudo é confirmar que os pontos operaram uma transformação cultural no Brasil. Sem alarde, deixaram de ser um detalhe da compra para se tornarem relevantes em toda a jornada de consumo. Hoje, as pessoas pensam, planejam e decidem em pontos. E o Índice Livelo da Fidelidade nasce para dar nome e dimensão a essa mudança”, comentou Rita Almeida, líder do Lab Humanidades, da AlmapBBDO.




















